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sábado, dezembro 27

A esquerda no PS

A esquerda do PS (Vera Jardim, Paulo Pedro, Ana Gomes e Maria de Belém Roseira) vai tentar convencer Sócrates de que é preciso inflectir o percurso e dar uma guinada à esquerda no próximo congresso do PS que vai decorrer no início do próximo ano.
Duas áreas parecem estar sobre a mesa: a primeira tem a ver com a igualdade de género (casamento homossexual) e a segunda com uma política fiscal de protecção dos mais desfavorecidos. Quer uma quer outra são medidas importantes, mas convém não esquecer que relativamente à questão dos mais desfavorecidos o governo Sócrates foi quem mais fez por eles, mas se podermos ir mais longe melhor.
Relativamente aos direitos das minorias devemos ir o mais longe possível. Sempre.
A estas duas propostas eu adicionava mais uma: ir para o governo com o CDS/PP nunca.

domingo, dezembro 14

A coragem de ir a votos

A esquerda tem que ter “coragem”, disse hoje Manuel Alegre no discurso que encerrou o Fórum Esquerdas. O deputado socialista defendeu que a situação do país é uma oportunidade que a esquerda não pode desperdiçar para conseguir uma democracia “mais limpa, mais justa e mais solidária”, e assegurou que as ideias que saíram do fórum são para ir a votos.

A esquerda tem que ter coragem para aguentar este fórum. A esquerda tem que ter coragem para ver alguém como Manuel Alegre instrumentalizado por um bando de trotskistas. Mete pena, mas não há a nada a fazer e se ele quer ir a votos com as ideias que saíram do fórum, então faça favor.
Razão tem Edmundo Pedro que não participou demarcando-se deste evento. Eu conheço Edmundo Pedro e não o estava a ver a construir pontes com este tipo de gente.

“È preciso começar a pensar em questões concretas”

sábado, dezembro 13

Os trotskistas

Na rua, os jovens mais politizados estão eufóricos com a "revolução" que, segundo eles, parece estar para breve. "Vamos ganhar na Grécia e o que você está a ver aqui é o início de um movimento que vai alastrar a toda a Europa", garante um trotskista. in Expresso 13.12.08
O Dr. Louça já está aos saltos. A IV Internacional está no poder não tarda nada. Esta tentativa de colocar a Grécia a ferro e fogo deve ser condenada, assim como todas as formas violentas de manifestação.
Alguns andam enganados com o Dr. Louça, mas o que é estranho é que Manuel Alegre se deixe enganar desta maneira.

A velha esquerda e o PRD

A síndroma do PRD invade o espírito de muitos. Eu estou invadido pelo espírito PRD. O PRD foi um partido fundado pelo General Eanes que colocou o PS nos 20%. Para que serviu o PRD? Para retirar votos ao PS e dar a maioria simples a Cavaco, que depois ganhou as eleições seguintes com maioria absoluta.
A velha esquerda está com toda a certeza a preparar-se para fundar o seu PRD. Os apelos são muitos, e o caldo de cultura política é semelhante com aquele que fundou o PRD. Desde militantes socialistas democráticos com origem no PS até ex-comunistas, passando por trotskistas, até mesmo a comunistas temos de tudo um pouco, mas certamente o mesmo objectivo de sempre: a liquidação do PS e a ascensão da direita ao poder.
Este caldo político de contrapoder, que não tem mais nenhuma outra ambição do que ser contrapoder, pode dar a vitória à direita, já que é quase impossível ver uma pessoa como Louça ou mesmo Carvalho da Silva a exercer o poder.
"Está criado o caldo de descontentamento para que, se surgisse um novo partido à esquerda, o PS fosse fortemente penalizado. A reedição de um partido ao estilo do PRD é uma possibilidade"., afirma André Freire.
O que foi o PRD já todos sabemos, o que dará esta sopa política ainda não, mas não será difícil entender.

sexta-feira, dezembro 12

Domingo vem a boa-nova

Parece que no próximo Domingo a velha esquerda vai discutir as alternativas politicas à politica de “direita” do governo de José Sócrates. Para além das conclusões que todos podemos antecipar, só não sei se o fim do capitalismo vai ser decretado. Fico à espera.

domingo, novembro 30

A “esquerda” vai reunir-se

O deputado Manuel Alegre mais uns amigos do PS aos quais se juntam uns quantos membros do BE e uns quantos ex-comunistas vão voltar-se a juntar. Desta vez não é num comício, é mais um fórum para discutir a esquerda. A velha esquerda vai juntar-se e porque é que será que não prevejo nada de bom?

segunda-feira, agosto 11

Virar à Esquerda para crescer

Este artigo é para ser lido até ao fim.

quarta-feira, junho 11

Olhar à esquerda

O Dr. Alegre tem acrescentado alguma coisa à esquerda? Será que o Dr. Alegre que foi um dos fundadores da democracia portuguesa, está disposto a ser a muleta do Dr. Anacleto?
Lembre-se a todos, que para o Dr. Anacleto a democracia não faz falta nenhuma, e o que interessa é a vanguarda do proletariado, organizada em torno do seu partido trotskista. Há coisas que nunca mudam. A luta do Dr. Anacleto contra o PS, não é de hoje, já vem de longe e não nos surpreende.
O que me surpreende é ver o Dr. Alegre ser guiado pelo Dr. Anacleto, nesta sua luta contra o PS. Ao longo dos anos, o BE nunca hesitou na utilização do ataque pessoal, e no que considera a sua superioridade moral, para atacar tudo e todos. Neste combate, tem-se cruzado, com aquele outro dirigente partidário, que também gosta de utilizar a sua suposta autoridade moral: o Dr. Portas. Estão bem um para o outro.
A esquerda precisa de um programa e de uma ideia mobilizadora. Este programa e esta ideia mobilizadora não virá de Alegre e muito menos do Anacleto. Estes estão mais interessados na esquerda do passado, do que na esquerda do futuro.
Ainda não há muito tempo, num debate realizado no Porto, o Dr. Alegre defendeu, se fosse caso disso, que se nacionalizassem os sectores estratégicos nacionais. Um modelo retirado do melhor que a América Latina tem dado ao mundo.
Será que o Dr. Alegre se dá conta do que diz? Quem diz o que ele disse, certamente que não.
A esquerda europeia está em dificuldades. A saída para a crise que se abate sobre a Europa não tem uma solução fácil, O aumento do petróleo, o aumento dos bens de consumo, a grande prioridade no combate à inflação e ao défice público, o fraco crescimento económico são variáveis de grande dimensão que têm colocado grandes desafios aos governos europeus.
Para alguns países, com almofadas orçamentais, a politica orçamental é uma forma de retomar o crescimento, para outros sem folga, a crise não pode ser resolvida pelo recurso a este instrumento.
Por isso a falta de propostas de Alegre e das “varias esquerdas” não me surpreende. O que surpreende é que um pequeno partido trotskista e um partido estalinista tenham mais de 20% dos votos dos portugueses (segundo sondagem recente). Este facto leva-me a pensar que a conquista desta parte importante destes votos vai implicar uma alteração do discurso e da prática do PS em alguns domínios. Não consigo eu, é ver quais.

quarta-feira, junho 4

O que disseram as “varias esquerdas”?

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PS: Está em branco. Não disseram nada de relevante. Nenhuma proposta. Nada.

terça-feira, junho 3

Hoje é dia para as "várias esquerdas"

Chegamos finalmente ao dia das "várias esquerdas": a do BE, a da Renovação Comunista, os vários desiludidos da esquerda festiva e ainda alguns militantes do PS. Vamos então por partes.
O BE no seu sitio na net apela a participação, o camarada Anacleto afirma que estamos perante a "... «maior mudança dos últimos anos na esquerda portuguesa" . O camarada Anacleto, antigo e moderno trotskista, deve dar pulos de contente, conseguiu transformar um pequeno partido, sem implantação, num partido urbano, é certo, mas com uma percentagem eleitoral elevada, embora não saiba o que fazer com ela, a não ser continuar a ser do contra.
A Renovação é o que sabemos. Alguém que julga que o comunismo não é o que sempre foi: um espaço de restrições da Liberdade e da negação da democracia. Representam-se a si próprios.
A "esquerda festiva" encontrou aqui um espaço que lhes estava a faltar há algum tempo, e logo que o espaço apareceu eles disseram presente. São os saudosos de outro tempo, da democracia directa em vez da democracia representativa que suportam mas nunca aceitaram.
Para os militantes do PS, o caso muda de figura. Estes têm responsabilidades para com o seu partido. Se não gostei de ouvir (quase nunca o gosto de ouvir) Vitalino Canas falar sobre a presença de Manuel Alegre no comício de hoje, também não gostei de ouvir Alegre referir-se ao seu passado de lutador pela liberdade, como que a justificar que a pessoas com o seu passado, tudo deve ser permitido.
A esquerda não precisa deste comício e acima de tudo não precisa desta confusão de interesses, em que se mistura combate ao governo, sem nenhuma alternativa concreta na luta pela desigualdades, com interesses particulares do BE que quer crescer eleitoralmente mas que não acrescenta nenhum programa em termos governativos.

quinta-feira, maio 29

As várias esquerdas

As "várias esquerdas" vão realizar um comício-festa no dia 3 de Junho no Teatro Trindade. E quem são as "várias esquerdas": Manuel Alegre e mais personalidades do PS, o BE em peso e alguns renovadores comunistas (não se percebe bem o que é isto de ser renovador comunista, mas eles lá sabem).
Visto assim parece que as "várias esquerdas" têm uma preocupação genuína com os problemas do país e dos portugueses, mas será que é mesmo assim?
Eu tenho algumas dúvidas, e é sobre estas que gostaria de reflectir. O que é ser de esquerda e acima de tudo qual o projecto das "várias esquerdas" para a resolução dos problemas que a Europa e Portugal enfrentam?
As "várias esquerdas" são a esquerda velha, com as mesmas velhas soluções de sempre. As "várias esquerdas" não são capazes de trazer soluções novas, e que falta fazem novas soluções na esquerda para enfrentar a crise. Precisamos algo de novo, algo em que a esquerda, as várias e todas as outras se possam rever. Um novo projecto.
Como é que alguém, BE, que é um contrapoder, que foge do poder como algo que os pode queimar, pode trazer algo de novo para a esquerda? Não compreendo.
Como é que alguém que se diz renovador comunista pode transportar alguma coisa de interessante para a esquerda? Alguém que aceita o comunismo, admitindo que este possa ser renovado, é a mesma coisa que todos nós passarmos a acreditar no Pai Natal.
Por tudo isto não se percebe o que fazem algumas personalidades do PS, incluindo Manuel Alegre, neste ramalhete das "várias esquerdas". O único partido que está em condições de fazer o debate da esquerda é o PS. Se existem, hoje, condições internas para o debate é outra questão.
A "esquerda moderna", está com a Europa, com os prinicípios da Liberdade e da Democracia, não aceita qualquer limitação ao exercício dos direitos por parte dos cidadãos, mas acrescenta a este exercício livre dos direitos um conjunto de deveres. A esquerda moderna está com as causas fracturantes e acredita que todos podemos e devemos ser felizes (homossexuais, heterossexuais, lésbias, transexuais, etc.).
A "esquerda moderna" acredita nos valores do mercado e na regularização do mesmo através de entidades de controlo. A esquerda moderna acredita que um mercado perfeito é melhor para todos que situações de monopólio do Estado ou de Privados. A concorrência é estimulante para as empresas e um ganho para os consumidores.
A "esquerda moderna" tem que recorrer aos instrumentos de transferências sociais de forma a reduzir as desigualdades, estes instrumentos são mais importantes em momentos de crise económica, mas a utilização destes instrumentos tem que ser feito de uma forma que permita o seu controle e a sua eficácia. Não basta transferir é preciso medir a sua eficácia.
A "esquerda moderna" tem que apostar na Agenda de Lisboa, melhorando a competitividade das empresas e aumentando o nível de formação dos trabalhadores. Só empresas competitivas que apostem em mão de obra qualificada têm futuro. Qualquer aposta numa política de baixos salários e de baixa formação está condenada ao fracasso. Há quem, no mundo da globalização, faça isto melhor que Portugal e a Europa.
A "esquerda moderna" quer um sistema de saúde para todos, mas tem uma noção clara que só o combate ao desperdício, a concentração de meios e uma melhor gestão do sistema pode permitir que a saúde para todos seja uma realidade. Por isso, e para isso, é preciso um combate às corporações existentes na área da saúde. Este é um combate sem tréguas.
A "esquerda moderna" defende a rede pública de ensino, como um instrumento essencial de combate às desigualdades sociais. Uma escola para todos e todos na escola. Colocar uma maior racionalidade no sector é vital para o seu desenvolvimento. Um aumento da exigência para com a classe docente e um aumento da responsabilidade dos alunos é, sem dúvida, um factor crítico para o futuro. Menos escolas (a taxa de natalidade obriga a esta racionalização), melhores escolas é o caminho. Criação de uma rede pública de pré primário e creches é prioritário, para que todos possam frequentar os vários níveis de ensino.
A "esquerda moderna" está com a Europa (tal como a Europa esteve connosco). Não há solução para Portugal sem o espaço onde pertencemos por direito. Estamos num dos maiores mercados do mundo e temos que aproveitar esta potencialidade.
A "esquerda moderna" tem que lutar pelo domínio do poder político sobre o económico. Esta questão pode tornar-se vital. Quem deve mandar é que é eleito e sujeito a julgamento por parte dos seus concidadãos. Por isso importa fazer uma reflexão sobre a política monetária da UE em especial do Banco Central Europeu. A prioridade dada à taxa de inflação faz sentido. Não esquecer que o crescimento dos preços corresponde a uma aumento das desigualdades e afecta quem é mais pobre. Mas é necessário dar prioridade ao crescimento económico pois sem este não há redução do desemprego e criação de riqueza.
A "esquerda moderna" quer um mercado de trabalho mais flexível, e quer igualmente mais segurança. Se a isto se chama flexisegurança, assim seja. O que não vamos ter é o mesmo emprego para toda a vida, isto é certo. Logo o que não deve faltar é segurança quando ele nos falta. Para isto o Estado tem que fazer busca activa de emprego e formação profissional tendo em conta as necessidades do mercado.
Por tudo isto não percebo "as várias esquerdas", sobretudo aqueles que saíram do PCP e dos outros do BE, que não trazem nada de novo para o debate sobre a esquerda, que se quer moderna e europeia, convicta da força do mercado e de um Estado ao serviço dos cidadãos e das empresas.
A "esquerda moderna" não renega o passado, e sobretudo não deve ter saudades. A "esquerda moderna" deve ter saudades é do futuro.

sexta-feira, fevereiro 8

Manuel Alegre e o PS

Nem sempre estive de acordo com Manuel Alegre. Em muitas ocasiões estive mesmo contra a sua forma de pensar e de agir. Mas num ponto estou de acordo com ele: "Aquilo a que se pode chamar o aparelho partidário, que são as estruturas, os que estão à frente da direcção nacional, das direcções intermédias, das federações, nas autarquias. Isso é um muro perfeitamente impenetrável."
Isto é verdade, mesmo no tempo em que Manuel Alegre tinha mais protagonismo no PS, isto é verdade em todos os partidos.
Este muro existiu sempre, não é novidade. Quem dirige os partidos, tem uma tendência natural para replicar em todas as estruturas partidárias uma lógica de pensamento único. O que é mau, porque esta lógica limita a possibilidade de discussão dos problemas e afasta os quadros que não estão para replicar o pensamento instituído.
Os partidos quando estão no poder rapidamente esquecem os militantes, quando não raras vezes esquecem a sua base eleitoral de apoio. A entrevista de Carlos Carreiras, líder da distrital de Lisboa do PPD/PSD, onde afirma que Cavaco Silva (enquanto líder do partido) foi responsável pela ausência de debate político no partido e vai mais longe: "Cavaco Silva destruiu o PSD".
Não devem querer os actuais dirigentes do PS a uma situação como esta. Sócrates não pode ser um eucalipto, secando tudo à sua volta, evitando o debate político.
Manuel Alegre não parece disposto a avançar com a criação de um novo partido. Eu não posso estar mais de acordo com ele. Para que serviria um novo partido?
Em primeiro lugar para dividir o eleitorado do PS (criando um efeito PRD) e em segundo lugar para colocar a direita no poder e pela primeira vez dar razão ao slogan de Sá Carneiro (Um Governo, Um Presidente), ou seja, a direita no Governo e na Presidência.
A divisão do eleitorado do PS, colocaria o país nas mãos de Menezes o tal que precisa apenas de 6 meses para desmantelar o Estado e de Santana o pior primeiro-ministro de que temos memória.
Esperamos todos, os eleitores, por um debate liderado por Manuel Alegre que traga para as primeiras páginas soluções alternativas que possam ser confrontadas com a política do governo. O debate não faz mal a ninguém, e desde que seja baseado em políticas alternativas muito menos.
Para a existência de um debate esclarecedor na Esquerda, alguns temas têm que estar obrigatoriamente sobre a mesa: Papel do Estado (quais as funções que devem permanecer, quais aquelas que podem ser concedidas a privados ou ainda quais aquelas que podem ser privatizadas, tudo isto numa análise custo-beneficio que não pode ser esquecida sob pena de estarmos a discutir no vazio); as restrições de natureza orçamental colocam grandes desafios à esquerda (como governar com um défice controlado, mantendo políticas sociais e de integração de todos aqueles que passam por dificuldades); que política de crescimento económico e quais os sectores fundamentais para o crescimento (num mundo global em que não vale a pena lutarmos contra o processo imparável da globalização); políticas sociais e de saúde (que garantam a maximização dos serviços e a minimização dos custos); etc.
Só falta dizer como e avançar com o debate. A Esquerda espera por ele. Os eleitores também.