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sábado, abril 12

Obras Públicas

O país está a ficar cheio de obras públicas para os próximos anos: Novo Aeroporto de Lisboa, TGV que inclui a nova ponte Chelas-Barreiro, barragens, Itinerários Complementares e novas auto-estradas bem assim como a recuperação de algumas estradas nacionais (como por exemplo a 125 no Algarve).
De tudo aquilo que está previsto, o NAL é talvez o mais necessário e importante, bem assim como a travessia Chelas-Barreiro (sem TGV), tudo o resto incluindo o TGV parecem desnecessários.
Compreendemos todos, porque não somos estúpidos de todo, que as obras públicas provocam um efeito de crescimento económico mais difícil de atingir com outro tipo de actividades (no curto prazo). Mas a questão que se coloca a Portugal não é para hoje, é para daqui a alguns anos, e ai a estratégia não resulta. Precisamos de apostar em sectores exportadores, em sectores de capital intensivo que possa empregar mão de obra qualificada.
Não é de betão que Portugal necessita, numa estratégia de médio e longo prazo. Do que necessitamos é de qualificação da mão-de-obra, é do choque tecnológico que é uma boa ideia mas que não pode ficar por distribuição de computadores, de empresas com base tecnológica, de uma política de justiça que não afaste os investidores estrangeiros, de um Estado Social capaz de estar presente na criação de condições iguais para todos os portugueses, de mais Estado com menos Estado (menos despesa e mais controle orçamental).
Tenho medo do que ai vem. O betão nunca nos deixou mais ricos e melhores, apenas contribuiu para deixar o Estado mais pobre e os cidadãos mais endividados.

Jorge Coelho: O final

Têm razão aqueles que argumentam que uma vez ministro, toda a vida ministro não faz sentido nenhum. Mas em Portugal, em que as empresas sempre dependeram do Estado (nomeadamente em termos de obras públicas) e ainda dependem para fazer grandes negócios, levar alguém que tutelou as Obras Públicas, para um cargo numa das maiores empresas de construção pode indiciar níveis de ligação entre o poder económico e o poder político que Jorge Coelho deveria ter evitado.

quarta-feira, abril 9

Jorge Coelho

Esperei algum tempo para comentar a passagem de Jorge Coelho para a direcção da Mota-Engil. Jorge Coelho já deixou de ser ministro, responsável pelas Obras Publicas, à algum tempo. De qualquer forma, e embora reconhecendo o facto de que ele não é rico, parece-me que existe aqui alguma promiscuidade.
A minha reacção inicial sobre a ida de Coelho para uma construtora, não foi negativa. Apenas colocava duas perguntas genéricas: Quantos anos de luto deve fazer um ex-governante antes de entrar no mercado de trabalho? Se for trabalhar para empresas do sector onde foi ministro, deve ter mais tempo de nojo, ou o mesmo?
Parece-me claro que qualquer um tem direito a regressar à sua actividade profissional, mas deve ter algum decoro, ou seja, não deve voltar a trabalhar em empresas com as quais assinou contratos no passado, a menos que estes estejam já finalizados.
Não é a pessoa, Jorge Coelho, que está em causa. O que está em causa é o princípio. E este deve aplicar-se a todos. Incluído obviamente o ex-ministro Jorge Coelho.

sexta-feira, fevereiro 1

Lusoponte

"Se não houvesse o regime de exclusividade, penso que seria difícil a qualquer empresa realizar aquele contrato", afirmou Joaquim Ferreira do Amaral ex-Ministro de Cavaco e actual presidente da Lusoponte.

quarta-feira, agosto 1

Serviço Público (19)

O estudo da CIP sobre Alcochete avança, agora apresenta uma proposta que é manter a Portela e construir uma só pista em Alcochete e ir desactivando o velho aeroporto à medida do crescimento do tráfego aéreo. Não parece uma boa solução e o governo já veio dizer isto mesmo.
Vamos continuar à espera até ao fim do prazo (Dezembro) para percebermos melhores as contas finais de um projecto e de outro.

quarta-feira, julho 18

O desastre de S Paulo

Fazer política com a morte de 200 pessoas não me parece um caminho justo. Mas não posso deixar de pensar nos cidadãos de Lisboa se o desastre em vez de ser em S. Paulo fosse na nossa cidade.
Para quem defende a solução da manutenção da Portela este acidente deve dar que pensar. A menos que no combate político valha tudo. Eu, francamente, acho que não.

quinta-feira, junho 7

Aqui estão eles

Cem engenheiros do Instituto Superior Técnico fizeram um abaixo-assinado que entregaram ao PR, PM e Presidente da AR contra a localização do novo aeroporto na Ota (cem engenheiros que percentagem representam do total dos inscritos na Ordem?).
Exigem mais estudos, mas apontam, desde já, alternativas à Ota.
Calma...existem estudos para todos. Se o governo resolvesse fazer novos estudos, lá estavam os cem engenheiros do IST prontos para os executarem.
É sempre os interesses, é sempre os interesses. Ou não é? Onde estavam os Srs. (não no dia 25 de Abril) quando esta questão se começou a colocar? Estavam com toda a certeza distraídos.

quinta-feira, maio 31

Costa de Caparica

Atenção Sr. Ministro do Ambiente a Costa de Caparica, que fica no "deserto" da margem sul do Tejo, está em risco de desaparecer. O Sr. já sabe do facto. Durante o Inverno passado e o início da Primavera a Costa de Caparica foi notícia pelo facto do mar avançar de uma forma descontrolada em direcção ao Parque de Campismo do Inatel (por mim o Sr. pode fechar o parque desde já, e por analogia, fechar todos os outros que se encontram em cima da praia), mas qualquer dia será notícia porque vai chegar às primeiras habitações.
Digo isto, porque o Sr. afirmou ontem na AR que na melhor das hipóteses as obras necessárias não estarão prontas antes de 2008. O concurso público está em condições de ser lançado, mas na melhor das hipóteses vai passar mais um Inverno com tudo na mesma. O Sr. durante as marés vivas do Inverno disse que não se podia proceder a uma intervenção mais profunda porque estas obras fazem-se com bom tempo.
Em conclusão, o que é que o Sr. Ministro andou a fazer para só agora ir lançar o concurso público?

sábado, maio 26

Um pacto para manter o aeroporto em Lisboa?

O Dr. Negrão quer investir num pacto entre os diferentes candidatos à CML para manter o aeroporto da Portela em funcionamento argumentando que Lisboa vai perder 35% do turismo, aumentando o desemprego e perdendo vida. Sabe o Dr. Negrão quanto podemos perder por não construirmos um novo aeroporto? Sabe o Dr. Negrão que afirma que a Ota é longe de Lisboa a quantos quilómetros fica Madrid? Não sabe, mas propõe um pacto.

sexta-feira, maio 25

Mário Lino

O ministro Mário Lino afirmou hoje na RTP:
"Só quem não tem mais argumentos usa estes termos", referindo-se ao Dr. Mendes (quando este o criticou pelas suas afirmações sobre o "deserto"). O mesmo podemos dizer do ministro, que apesar de ter muitos argumentos a favor da Ota, resolveu utilizar um argumento contra que lhe caiu em cima;
"O senhor Presidente da República (que hoje pediu um debate aprofundado sobre a Ota) concordará comigo que esta não é a forma de debater" também se aplica ao argumento por ele usado sobre a teoria do deserto.
Mário Lino já ligou aos autarcas do deserto para os esclarecer sobre a situação por ele criada. Será que algum autarca entendeu?
Pois é, o Dr. Mendes com as afirmações que produziu sobre o ministro não ficou bem na fotografia ("não apenas como um delírio, mas como uma provocação e um insulto de alguém que já não está bom da cabeça"), mas aquilo que Mário Lino disse é insultuoso.

O que fazer com o actual aeroporto de Lisboa?

Esta discussão parece mais interessante do que continuar a discutir a Ota. Depois de todos perceberem (ainda restam alguns que não acreditam) que a construção de um novo aeroporto é vital para o país, é de toda a relevância discutir o que se vai fazer nos 700 hectares ocupados pela Portela.
É aqui que se deve centrar o debate dos candidatos a Lisboa e não discutir o que está aprovado e vai avançar: a construção do aeroporto da Ota.
Em relação a este assunto António Costa tem uma proposta que merece ser discutida.
Depois é preciso verificar se o novo aeroporto está perto ou longe da capital em termos de acessibilidades, rapidez e conforto.

Cavaco quer debate profundo sobre aeroporto

O PR quer um amplo debate na AR sobre a futura localização do aeroporto de Lisboa. Eu pensava que este debate estivesse a ser feito, quer no Parlamento quer na sociedade.
Se o PR não concorda com a localização deve ter a coragem de o dizer. Os consensos são úteis, mas não podem bloquear os processos de decisão. Quanto mais tempo esperamos pela decisão mais pagamos.
Isto tudo é independente das afirmações de Mário Lino sobre o "deserto" e de Almeida Santos sobre as "pontes".

quinta-feira, maio 24

Almeida Santos

Por favor Dr. Almeida Santos, não vale a pena utilizar argumentos pouco sérios (para não utilizar outro nome) para justificar o aeroporto na Ota, estas afirmações não fazem sentido nenhum: "Um aeroporto na margem sul tem um defeito: precisa de pontes. Suponham que uma ponte é dinamitada? Quem quiser criar um grande problema em Portugal, em termos de aviação internacional, desliga o Norte do Sul do País".
Se não têm nada a dizer calem-se!

quarta-feira, maio 23

Mário Lino

Por favor, eu sou a favor da Ota, mas não me revejo nas posições do ministro Mário Lino. O homem é excessivo e deve ficar calado com o argumentário, quando ele se torna irrelevante e não contribui para o esclarecimento dos portugueses.

segunda-feira, abril 23

Estamos em obras

Vamos estar em obras. Ainda não sabemos quando abrimos. Até lá pode ler-nos em:

http://openmind1.blog.com