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terça-feira, agosto 12

Segurança

No espaço de pouco tempo a polícia ficou na mira de alguns. Primeiro com o assalto ao BES em Campolide e agora com o assalto a uma vacaria no concelho de Loures.
No primeiro caso dois cidadãos mantiveram sobre sequestro dois funcionários da agência bancária durante horas. Como foi visível, para além de sequestrados estavam com pistolas apontadas à cabeça. Todos vimos e todos nos sentimos reféns.
A polícia negociou durante horas com os assaltantes, mas não conseguiu nada. Eles mantinham o sequestro e aparentemente estavam cada vez mais ameaçadores para as vítimas. A polícia foi ocupando posições e no momento certo agiu. Um dos assaltantes foi morto e o outro ficou ferido.
Para alguns esta acção policial foi desajustada e até criminosa, para muitos a acção foi correcta e evitou que inocentes fossem sacrificados. Eu estou com esta larga maioria. O Estado e as forças policiais têm o dever de cumprir a lei e de garantir a segurança dos cidadãos. Eu hoje sinto-me mais seguro, ao mesmo tempo que aqueles que se situam à margem da lei se sentem mais inseguros. Esta é uma vitória do primado da Liberdade sobre a criminalidade. Não há Liberdade sem segurança e esta deve estar ao serviço dos cidadãos.
No seguimento de uma tentativa de assalto a uma vacaria no Concelho de Loures a GNR matou uma criança que participava no assalto. Nestas circunstâncias, é preciso apurar o que se passou, o que está a ser feito pela GNR que resolveu abrir um inquérito.
Entre um caso e outro há algumas diferenças. Não faz sentido misturar tudo no mesmo saco.
O primeiro caso não exige nenhum inquérito à actividade da polícia, o segundo deve ser alvo de uma investigação de forma a podermos concluir se o uso da força foi proporcional aos acontecimentos registados.
Estes dois assuntos não têm nada a ver com a origem dos assaltantes, têm a ver com o Estado de Direito. E este não pode ser posto em causa por ninguém.

terça-feira, novembro 27

Clemente Lima

O Dr. Clemente Lima é o Inspector-Geral da Administração Interna, cargo que já foi ocupado pelo Dr. Dr. Maximiano Rodrigues (o homem das gravatas excêntricas).
No passado sábado deu uma entrevista ao semanário Expresso, que abalou as estruturas da PSP e da GNR e criou algum embaraço ao MAI, Dr. Rui Pereira.
De um ponto de vista conceptual, a entrevista traduz uma preocupação verdadeira, ou seja, a polícia deve exercer a autoridade do Estado com respeito pelos cidadãos.
Agora esta polícia que temos, deve ser respeitada e sempre que não cumprir deve ser penalizada pelo seu incumprimento, e este papel cabe ao Inspector-Geral da Administração Interna.
Como afirma repetidamente o Dr. Rui Pereira, a lei deve sobrepor-se a tudo o resto. Só assim afirmamos o estado de direito.

segunda-feira, setembro 10

Maddie


Aqui, aqui e aqui deixei a minha opinião sobre este caso, sendo que no meu último post pedia para deixar a polícia trabalhar. A verdade é que esta foi trabalhando e pelos vistos foi chegando a algumas conclusões.
A ser verdade, o que vem na comunicação social portuguesa, a polícia tem fortes indícios:
1. A criança não está desaparecida, está morta;
2. Que os pais da criança tiveram uma contribuição voluntária ou involuntária para a sua morte. E ocultaram o cadáver.
A justiça popular é coisa que abomino, e por isso todos são inocentes até prova em contrário, o mesmo é dizer, até que o tribunal os julguem e se esgote todos os recursos.
A grande onda de solidariedade que foi gerada pelo desaparecimento da criança, está agora transformada numa onda de indignação contra os pais, à medida que a comunicação social nos trás novos factos (não sabendo nós se estes são verdadeiros ou mera especulação jornalística).
Penso que uma e outra acabam por ser compreensíveis, pois estamos todos a lidar com sentimentos, e estes, pelo menos na nossa sociedade, estão quase sempre à flor da pele.
Ninguém compreende porque é que depois de serem confrontados com novos factos, os pais da criança resolvem voltar para casa em nome da estabilidade dos outros dois filhos. Só agora é que perceberam que os seus filhos precisam de estabilidade?
Depois vêm as críticas à polícia e à justiça portuguesa que partem dos pais da criança e têm eco nos media ingleses. Só agora, com a passagem a arguidos é que a polícia e a justiça merecem reparos?
Vamos deixar a justiça e a polícia trabalhar e esperar pelos resultados.