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quinta-feira, outubro 21

Candidatura Presidencial

Hoje reforço uma decisão e admito um erro. Reforço a decisão de apoiar Manuel Alegre sem reservas, e admito um erro de casting nas últimas eleições presidenciais quando votei Mário Soares. Vamos por partes.
Eu tenho um objectivo: derrotar SEMPRE Cavaco Silva. Considero Cavaco um político inteligente, que se faz passar pelo anti-político (“deixem-me trabalhar”). Cavaco conhece bem os portugueses, qualquer coisa contra a política e os políticos é bem vinda, logo é só ir deixando crescer a ideia que se chegou e se está na política para a moralizar. Eu não gosto da personagem, nem do seu papel. Nunca gostei.
Com este objectivo, recordo derrotar Cavaco, deveria ter feito uma análise mais cuidadosa nas últimas eleições presidenciais, não o fazendo deixei-me levar pela emoção: votei Soares. Com isso, não forcei uma segunda volta e consequentemente levei à vitória de Cavaco.
Eu apoio Manuel Alegre, porque a sua candidatura satisfaz, para mim, dois requisitos: 1) é uma candidatura de oposição a Cavaco (e isso basta para mim) e 2) ele será, se for eleito, melhor Presidente que Cavaco (o que até, admito, não será difícil).
Com os olhos postos no futuro, Manuel Alegre, será o Presidente de todos os portugueses, e não apenas de alguns, como durante bastante tempo o actual Presidente foi.

domingo, janeiro 18

O dono dos votos

Alegre quer negociar com Sócrates, como se fosse um partido, ou seja, Alegre não se quer dar ao trabalho de fazer um partido, concorrer às eleições e sujeitar-se ao veredicto do povo. Alegre quer usar os seus votos nas presidenciais, que continua a tratar como se fossem seus, para fazer exigências sem ter nenhum trabalho.
Os votos de Alegre nas presidenciais estão há venda, pelo melhor preço, como se fossem seus e não de cidadãos livres. Eu não votei em Alegre nas eleições presidenciais, mas votei Alegre em outras circunstâncias e em outras eleições, mas nunca senti que ele fosse dono do meu voto. O meu voto é meu, e de mais ninguém.

sexta-feira, dezembro 12

Domingo vem a boa-nova

Parece que no próximo Domingo a velha esquerda vai discutir as alternativas politicas à politica de “direita” do governo de José Sócrates. Para além das conclusões que todos podemos antecipar, só não sei se o fim do capitalismo vai ser decretado. Fico à espera.

terça-feira, novembro 11

O deputado Manuel Alegre

Começa a ser repetitivo ter que ler o deputado Manuel Alegre falar sobre os mais diversos temas. Não é nada que seja estranho, tendo em conta as companhias em que anda numa tentativa de renovar a esquerda, mas em companhia da velha esquerda, do mais velho que há em termos do pensamento da esquerda.
Agora vem a crítica à Ministra da Educação. O argumento é antigo: tem que se ouvir todos. Mas não foram todos ouvidos? Há momentos para ouvir e momentos para decidir. O problema da avaliação é simples: todos os professores a querem, mas não querem esta avaliação, mas não dizem qual querem, e ao não dizerem qual querem, assumo eu que não querem nenhuma avaliação.
Simples, mais simples não encontro. A justiça neste caso está no lado de quem quer avaliar e promover os melhores, e não de quem quer promover todos e considerar que todos são excelentes. Claro que a velha esquerda o que quer é que todos sejam promovidos com base em algo que não decorra de um processo de avaliação. Estaríamos aqui no processo de promoção automática, género de passagem administrativa. A Esquerda sempre se bateu pela justiça, e isto é um caso de justiça: quem melhor trabalha, quem é mais competente deve progredir.
Assinala Alegre: "Num país como o nosso, o que faz mudar é a formação das pessoas, a educação, a cultura, a comunicação, a produção e a divulgação científica, a inovação tecnológica e social". Estamos todos de acordo, mas o que faz com que tudo isto seja possível é a excelência, não é tratar todos como iguais, os bons e os maus.

quarta-feira, abril 16

Manuel Alegre

O debate é sempre bem-vindo e nunca é de mais. Manuel Alegre está a querer debater. A esquerda agradece todos os contributos.

sexta-feira, fevereiro 8

Manuel Alegre e o PS

Nem sempre estive de acordo com Manuel Alegre. Em muitas ocasiões estive mesmo contra a sua forma de pensar e de agir. Mas num ponto estou de acordo com ele: "Aquilo a que se pode chamar o aparelho partidário, que são as estruturas, os que estão à frente da direcção nacional, das direcções intermédias, das federações, nas autarquias. Isso é um muro perfeitamente impenetrável."
Isto é verdade, mesmo no tempo em que Manuel Alegre tinha mais protagonismo no PS, isto é verdade em todos os partidos.
Este muro existiu sempre, não é novidade. Quem dirige os partidos, tem uma tendência natural para replicar em todas as estruturas partidárias uma lógica de pensamento único. O que é mau, porque esta lógica limita a possibilidade de discussão dos problemas e afasta os quadros que não estão para replicar o pensamento instituído.
Os partidos quando estão no poder rapidamente esquecem os militantes, quando não raras vezes esquecem a sua base eleitoral de apoio. A entrevista de Carlos Carreiras, líder da distrital de Lisboa do PPD/PSD, onde afirma que Cavaco Silva (enquanto líder do partido) foi responsável pela ausência de debate político no partido e vai mais longe: "Cavaco Silva destruiu o PSD".
Não devem querer os actuais dirigentes do PS a uma situação como esta. Sócrates não pode ser um eucalipto, secando tudo à sua volta, evitando o debate político.
Manuel Alegre não parece disposto a avançar com a criação de um novo partido. Eu não posso estar mais de acordo com ele. Para que serviria um novo partido?
Em primeiro lugar para dividir o eleitorado do PS (criando um efeito PRD) e em segundo lugar para colocar a direita no poder e pela primeira vez dar razão ao slogan de Sá Carneiro (Um Governo, Um Presidente), ou seja, a direita no Governo e na Presidência.
A divisão do eleitorado do PS, colocaria o país nas mãos de Menezes o tal que precisa apenas de 6 meses para desmantelar o Estado e de Santana o pior primeiro-ministro de que temos memória.
Esperamos todos, os eleitores, por um debate liderado por Manuel Alegre que traga para as primeiras páginas soluções alternativas que possam ser confrontadas com a política do governo. O debate não faz mal a ninguém, e desde que seja baseado em políticas alternativas muito menos.
Para a existência de um debate esclarecedor na Esquerda, alguns temas têm que estar obrigatoriamente sobre a mesa: Papel do Estado (quais as funções que devem permanecer, quais aquelas que podem ser concedidas a privados ou ainda quais aquelas que podem ser privatizadas, tudo isto numa análise custo-beneficio que não pode ser esquecida sob pena de estarmos a discutir no vazio); as restrições de natureza orçamental colocam grandes desafios à esquerda (como governar com um défice controlado, mantendo políticas sociais e de integração de todos aqueles que passam por dificuldades); que política de crescimento económico e quais os sectores fundamentais para o crescimento (num mundo global em que não vale a pena lutarmos contra o processo imparável da globalização); políticas sociais e de saúde (que garantam a maximização dos serviços e a minimização dos custos); etc.
Só falta dizer como e avançar com o debate. A Esquerda espera por ele. Os eleitores também.