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quinta-feira, agosto 30

Dalila Rodrigues

Sabe bem ter razão e perceber que outros só depois de um passeio resolveram entender que isto é uma questão de estado.

segunda-feira, agosto 6

Dalila Rodrigues

Hesitei bastante antes de escrever o que vou escrever, mas a questão relativa à não renovação da comissão de serviço da Directora do Museu Nacional de Arte Antiga é mais uma boa questão sobre a Administração Pública portuguesa.
A Dra. Dalila Rodrigues era directora de um Museu nacional e foi nomeada pelo governo PSD/CDS para o cargo. O actual governo manteve esta Sra. em funções. Parece que o trabalho da dita senhora foi bastante positivo. Mas, há sempre um mas, resolveu contestar a política do governo para os Museus nacionais e por isso entrar em rota de colisão com o governo do qual depende para manter o seu lugar.
Pode a Dra. Dalila Rodrigues ter opinião sobre a política do governo? Claro que sim, todas as que quiser. Pode a mesma senhora criticar a política do governo para o seu sector? Não pode, porque ela está no lugar em que está para implementar a política do governo e não a sua política, por mais correcta que ela for.
Quem vai a julgamento popular (eleições) daqui a 2 anos não é a Sra. Dalila Rodrigues é a política cultural deste governo e por isso este tem toda a autoridade para não renovar a comissão de serviço desta directora do MNAA. Alguém tem dúvidas? Parece que sim, a começar pelo Sr. Presidente da Republica que resolveu comentar este assunto. Aguardam-se para os tempos mais próximos vários comentários sempre que alguém não vir a sua comissão de serviço não renovada. Não fica bem ao PR comentar estas situações, mas ele lá sabe.
Entre um gestor profissional como o Dr. Paulo Macedo e uma Directora de qualquer museu, por melhor que ela seja, é muito simples: O Dr. Paulo Macedo executou a politica de 5 ministros das finanças com a mesma eficácia a Dra. Dalila queria executar a sua própria política. Isto faz toda a diferença, ou não faz?
Pela centésima vez afirmo: o que faz falta é gestores profissionais na Administração Publica capazes de executar as políticas do governo (deste ou de outro) e não comissários políticos.
Por fim, apenas uma nota lamentável, para os outros directores de museus que assinaram uma declaração solidária com o Ministério da Cultura. Como dizia o outro "não havia necessidade".
Aguardam-se desenvolvimentos sobre o caso nomeadamente sobre a falta de liberdade. Fico à espera.