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sábado, fevereiro 21

Más companhias

Compreendo que as relações entre os Estados obedeçam critérios nem sempre claros quanto à natureza dos regimes. Mas os partidos políticos não têm que seguir os mesmos critérios, por isso estou totalmente surpreendido com o convite dirigido a Chávez para participar no congresso do PS. O PS não tinha que fazer tal convite, ainda mais porque o Sr. em causa foi responsável por um golpe de estado falhado contra um governo de um partido filiado na Internacional Socialista.

domingo, fevereiro 1

O Freeport

Estive fora de Portugal seis dias. Só durante o dia de Sábado tomei contacto com algumas das noticias que têm saído nos jornais portugueses, bem assim como nos vários comentários existentes nos diversos Blogs.
Escrevi que achava estranho que este assunto tivesse vindo a público durante as últimas eleições e que, agora, quando entramos em novo ano eleitoral. Disse-o, e mantenho a estranheza pelo facto. Não há almoços grátis, e este parece-me um desses casos.
Os meus princípios são claros: todos inocentes até prova em contrário (bem sei que só se aplica a arguidos, o que não é o caso de José Sócrates), a favor do segredo de justiça que não coloque o nome de cada um nas “bocas do mundo” e por fim que não há intocáveis, todos somos iguais perante a lei.
Este assunto vai continuar a fazer o seu caminho, muito se vai escrever sobre ele. Não sei se o primeiro ministro vai sair bem ou mal desta novela, mas uma coisa tenho como certa: a justiça portuguesa vai sair mal de tudo isto e algum do pior jornalismo que existe por aqui.
Vamos por partes. A Justiça é o maior falhanço da democracia portuguesa. O acesso por parte dos cidadãos, a complexidade dos processos e os anos que levamos para concluir investigações e acusar cidadãos é uma vergonha nacional. A quebra sistemática do segredo de justiça, que coloca qualquer cidadão sob suspeita no tribunal de cada um dos portugueses é outra vergonha. De tudo isto, todos nos podemos queixar, quer aqueles que vêm o seu bom nome posto em causa, quer todos os outros que querem ter acesso à justiça e que não conseguem. Esta é uma das causas do nosso atraso.
Quanto ao jornalismo, a coisa vai de mal a pior. As audiências transformam qualquer jornal num pasquim, transformam bons em maus jornalistas e quem se recente é quem compra, quem lê e no fim de tudo, todos nós.
O Correio da Manhã de sábado tinha como titulo que a mãe de Sócrates tinha comprado uma casa em Lisboa, isto não é novidade já todos sabíamos. Então qual era a novidade: tinha comprado uma casa a pronto e tinha apenas 250 euros de rendimentos. Lendo um pouco melhor o que estava na noticia, chegava-se à conclusão que afinal a mãe de Sócrates vendeu uma casa em Cascais e comprou uma em Lisboa. Afinal não havia noticia, mas este não foi o critério do Correio da Manhã, não que eu queira interferir com o critério, mas tenho o direito de julgar a informação que me vendem.
Ferro Rodrigues diz-lhe alguma coisa? Paulo Pedroso diz-lhe algo?
É assim que estamos. Temos que esperar para ver qual o fim de tudo isto.

sexta-feira, janeiro 23

Sempre nas vésperas

Foi assim 2005 e vai ser assim em 2009: Freeport. Porque será?

terça-feira, setembro 23

Solidariedade

O PS Madeira reclama solidariedade do PS nacional na sua luta política contra Jardim. Esta solidariedade é-lhe devida e mais vale tarde que nunca.

segunda-feira, setembro 15

Diálogos

Durante os próximos tempos vamos ouvir falar de Cavaco e de Sócrates, e não será com toda a certeza por bons motivos. Algum antagonismo vai ser visível na relação entre os dois homens.
Quanto mais afastado o PS estiver da maioria absoluta, mais Cavaco vai tornar instável a relação com o governo. O único seguro de vida para o Governo é este aproximar-se da tão desejada maioria absoluta para um segundo mandato.
A direita está colada ao PR, mesmo em questões em que votou ao lado da maioria, como é o caso do Estatuto dos Açores.
A colagem que vai ser feita às posições de Cavaco, vai ser tanto maior, quanto menor for a existência de uma alternativa política consistente ao actual governo. Quanto menos alternativa, mais colagem, porque assim como assim, mais vale uma boa guerra entre Belém e S. Bento do que fabricar e apresentar uma proposta política. Esta estratégia é conhecida por ganhar sem esforço.

sexta-feira, maio 16

Fumar ou não fumar

Fumar ou não fumar foi a grande questão da semana. Já sabíamos que o primeiro-ministro fumava e também já sabíamos que o PR não fumava.
Ficamos a saber que o primeiro-ministro sempre fumou nos voos fretados pelo governo, e nunca ninguém disse nada, até a jornalista do Público ter abordado o assunto. Agora ficamos também a saber que o PR nunca deu pelo facto de fumarem nos voos fretados pela presidência.
O primeiro-ministro pediu desculpa por ter fumado e, acrescentou que vai deixar de fumar (será autopunição?).
Andávamos nós aqui entretidos com a questão do fumo, que este não nos deixou ver o que Portugal ganhou com esta viagem do primeiro-ministro à Venezuela.
Ficamos, então, à espera que alguém nos diga o essencial desta visita.

terça-feira, maio 13

Posso ser seu amigo?

Da próxima vez que viajar de avião para o estrangeiro será que posso ir com o Sr. primeiro-ministro? Parece que com ele a bordo se pode fumar.

domingo, março 16

O comício

O comício lá se realizou. O PS ficou contente. O país ficou a ganhar com este comício fora de época?

sábado, março 15

Quando o Zé liga...

"Mas o Zé ligou-me e disse-me que o melhor mesmo era um comício". Quem será o Zé?

quarta-feira, março 12

Sondagem CM/Aximage

Segunda a sondagem da Aximage para o Correio da Manhã relativa ao mês de Março, temos as seguintes conclusões:
  • Os portugueses preferem José Sócrates a Menezes para primeiro-ministro. 36,7 % para Sócrates (sobe em relação ao mesmo anterior onde tinha 35,5 %) e 26,9 % para Menezes (que também sobe em relação ao mês anterior onde tinha 26,1 %);
  • Nas intenções de voto, descida do PS que tem em Março 33,8 % contra 35,8 %, mas também uma descida do PPD/PSD que tem agora 28,4 % contra 30 % em Fevereiro.

Resultados que vão colocar ainda maior pressão sobre Menezes. A ver vamos.

sexta-feira, fevereiro 8

Arquitectura na Guarda

Eu bem tentei resistir, mas reconheço que falhei. A tentação é grande e a obra merece a pena. O resto são calúnias e ataques pessoais a José Sócrates, sem nenhum sentido. Mas a obra...a obra.

Manuel Alegre e o PS

Nem sempre estive de acordo com Manuel Alegre. Em muitas ocasiões estive mesmo contra a sua forma de pensar e de agir. Mas num ponto estou de acordo com ele: "Aquilo a que se pode chamar o aparelho partidário, que são as estruturas, os que estão à frente da direcção nacional, das direcções intermédias, das federações, nas autarquias. Isso é um muro perfeitamente impenetrável."
Isto é verdade, mesmo no tempo em que Manuel Alegre tinha mais protagonismo no PS, isto é verdade em todos os partidos.
Este muro existiu sempre, não é novidade. Quem dirige os partidos, tem uma tendência natural para replicar em todas as estruturas partidárias uma lógica de pensamento único. O que é mau, porque esta lógica limita a possibilidade de discussão dos problemas e afasta os quadros que não estão para replicar o pensamento instituído.
Os partidos quando estão no poder rapidamente esquecem os militantes, quando não raras vezes esquecem a sua base eleitoral de apoio. A entrevista de Carlos Carreiras, líder da distrital de Lisboa do PPD/PSD, onde afirma que Cavaco Silva (enquanto líder do partido) foi responsável pela ausência de debate político no partido e vai mais longe: "Cavaco Silva destruiu o PSD".
Não devem querer os actuais dirigentes do PS a uma situação como esta. Sócrates não pode ser um eucalipto, secando tudo à sua volta, evitando o debate político.
Manuel Alegre não parece disposto a avançar com a criação de um novo partido. Eu não posso estar mais de acordo com ele. Para que serviria um novo partido?
Em primeiro lugar para dividir o eleitorado do PS (criando um efeito PRD) e em segundo lugar para colocar a direita no poder e pela primeira vez dar razão ao slogan de Sá Carneiro (Um Governo, Um Presidente), ou seja, a direita no Governo e na Presidência.
A divisão do eleitorado do PS, colocaria o país nas mãos de Menezes o tal que precisa apenas de 6 meses para desmantelar o Estado e de Santana o pior primeiro-ministro de que temos memória.
Esperamos todos, os eleitores, por um debate liderado por Manuel Alegre que traga para as primeiras páginas soluções alternativas que possam ser confrontadas com a política do governo. O debate não faz mal a ninguém, e desde que seja baseado em políticas alternativas muito menos.
Para a existência de um debate esclarecedor na Esquerda, alguns temas têm que estar obrigatoriamente sobre a mesa: Papel do Estado (quais as funções que devem permanecer, quais aquelas que podem ser concedidas a privados ou ainda quais aquelas que podem ser privatizadas, tudo isto numa análise custo-beneficio que não pode ser esquecida sob pena de estarmos a discutir no vazio); as restrições de natureza orçamental colocam grandes desafios à esquerda (como governar com um défice controlado, mantendo políticas sociais e de integração de todos aqueles que passam por dificuldades); que política de crescimento económico e quais os sectores fundamentais para o crescimento (num mundo global em que não vale a pena lutarmos contra o processo imparável da globalização); políticas sociais e de saúde (que garantam a maximização dos serviços e a minimização dos custos); etc.
Só falta dizer como e avançar com o debate. A Esquerda espera por ele. Os eleitores também.

sexta-feira, fevereiro 1

Assim não vão lá...

Apesar da contestação às diversas reformas, vindas dos mais diversos sectores (incluindo do lado de Belém) o PS resiste (o seu líder sobe), Cunha Vaz & Associados sobe um pouco (o seu líder continua no negativo).
Com as assinaturas nos projectos de construção denunciados pelo Povo Livre no próximo mês é maioria absoluta pela certa.

Engenharia

O grupo Sonae, com o seu director José Manuel Fernandes à cabeça, está a transformar aquilo que foi um jornal de referência na imprensa portuguesa, num pasquim sem nenhum crédito. O trabalho tem sido feito com um empenhamento total, de tal forma que o número de leitores está cada vez mais reduzido.
Não coloco o Público com o P para baixo (o sistema de setas tão do agrado de alguns), coloco-o antes deitado e vivendo em união de facto com o jornal do PPD/PSD/Cunha Vaz & Associados, Povo Livre.
O jornal Público resolveu iniciar mais um ataque pessoal ao primeiro-ministro. Agora o ataque visa o período em que José Sócrates assinava projectos de construção, remodelação e ampliação no concelho da Guarda.
Vamos ver como tudo isto fica.

quinta-feira, janeiro 10

Alcochete

Alcochete vai ser a palavra mais usada nos próximos anos. Campo de Tiro de Alcochete (CTA) também vai andar nas bocas de todos. E Ota? Claro, Ota também pelas razões contrárias às de Alcochete.
Francamente não gostei da forma como se chegou à conclusão do CTA como a melhor localização do novo aeroporto de Lisboa. Não gostei de ver um estudo da CIP servir de base a um pedido ao LNEC para fazer um estudo comparado entre Alcochete e a Ota. Não gostei de ver um estudo da CIP, que ninguém sabe quem pagou, servir para colocar em causa um conjunto de estudos pagos pelo Estado.
Se havia que fazer mais estudos comparativos, então eles deveria ser pedidos pelo Estado e não sugeridos e pressionados por um estudo mandado fazer pela associação dos patrões portugueses.
Francamente não gostei de ver a Lusoponte ganhar mais esta batalha. Sim a Lusoponte vai ganhar com a localização escolhida.
Não gostei da forma como o PS e a nova liderança do PSD se foram aproximando de forma subtil para um grande consenso em torno de Alcochete. Longe vão os tempos em que o autarca de Gaia criticava o Dr. Mendes, por este não defender a localização Ota.
Que podemos fazer pelo presidente da CM de Alenquer que durante 10 anos de viu privado de aprovar qualquer construção na freguesia da Ota e arredores pelo facto de se ir construir um aeroporto?
Que dizer a todos os investidores que se deslocaram para o Oeste e dotaram esta zona de grandes condições turísticas?
Que dizer às escolas do Concelho de Alcochete, que como podemos ler estava preparado para ter "visitas de estudo de carácter ambiental"?
Chegamos ao fim da linha. A decisão está tomada. Vamos ver o que a política nos reserva. PPD/PSD tudo fará para dizer que foi o primeiro, o CDS/PP vai afirmar que não foi comparada a solução encontrada com Portela+1, o BE vai tomar nota do recuo do governo e vai alinhar com o CDS/PP e o PCP vai afirmar que não é preciso um novo aeroporto.
Espero que a solução encontrada seja a melhor, embora tenha dúvidas, e que depressa se construa um novo aeroporto que salve o país de se tornar ainda mais periférico.

quarta-feira, novembro 21

A oportunidade perdida

Ontem José Sócrates perdeu uma oportunidade. Depois de ter sido vaiado em vários actos públicos onde participou, ontem se fosse ao Figo Maduro teria recebido aplausos dos mesmos que o vaiaram.