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sexta-feira, outubro 22

Perder tempo

Eu, às vezes, gosto de perder tempo com notícias absolutamente fora de qualquer compreensão para o comum dos mortais.Vem isto a propósito de mais uma daquelas notícias, que de facto não são notícias. São apenas mais do mesmo, e sendo mais do mesmo estão no segmento das "não notícias". O PCP e o BE votaram no Parlamento Europeu contra a atribuição do Prémio Sakharov ao dissidente cubano Guillermo Fariñas.
Desde o dia em que Trotsky levou com um martelo em cheio na cabeça a mando de um gajo de bigodes muito aplaudido pelo PCP que não se via uma comunhão tão grande de ideias.

terça-feira, abril 21

Luis Fazenda

O estalinismo venceu o trotskismo. Fazenda é o cabeça de lista do BE em Lisboa. A direita esfrega as mãos, e o Dr. Santana, que deixou a CML como todos sabemos, arrisca-se a ganhar.

segunda-feira, fevereiro 9

domingo, fevereiro 8

A convenção do BE

A única preocupação do Bloco é retirar a maioria absoluta ao PS. Não se sabe para quê, pois o Bloco não é fiável em nenhum projecto que envolva poder. O poder não faz parte do seu código genético. O caso de Lisboa é um bom exemplo, exemplo este aliás, comentado na convenção nacional.
Joana Amaral Dias (que não é trotskista) foi afastada da direcção política, mas isto pode ser apenas o começo de uma grande convergência à esquerda, eu é que não estou a perceber.
Também durante a convenção se percebeu que a convergência à esquerda tem que ter um caderno de encargos bem definido, pelo menos é a opinião de alguns congressistas: "Isso não se discute aqui? Então passamos um cheque em branco à comissão política? E para as presidenciais? Qual é esse candidato, será Manuel Alegre? E não se discute as condições em que se apoia Manuel Alegre? Para qual dos dois, o Manuel Alegre o PS ou o que rompe com o PS?", questionou (Gil Garcia).
Uma questão central é o que fazer com o PCP. Alguns bloquistas querem inclui-lo na convergência de esquerda, outros preferem mantê-lo de fora. Percebemos a hesitação entre quem quer convergir e quem quer disputar os eleitores no mesmo espaço. É uma decisão difícil.

Quanto às propostas politicas para a crise, quais são as soluções para o país:


. Proibição de todos os despedimentos em empresas com resultados positivos
. Tudo o que é bem comum deve ser público: Energia, Saúde, Educação.

Não consegui encontrar mais nada de relevante, mas bastam estes dois. A proibição de despedimentos em empresas com lucros, implica que se neste ano e no próximo onde se advinham dificuldades para as empresas estas deixassem de ser lucrativas o Estado deveria suportar os prejuízos?
A Saúde e a Educação já há muito deixaram de ser um exclusivo do Estado. O que o Estado deve garantir é o acesso a todos ao ensino e à educação. Isto não é o mesmo que ter a exclusividade destes serviços.
Quanto à energia o mercado está cada vez mais liberalizado, sendo este um processo normal neste mercado.
O anúncio do fim do capitalismo esteve por um fio, mas não foi feito, pelo menos de uma forma explícita. Mas este não morreu, está apenas agonizante, mas de qualquer forma eu prefiro o capitalismo às formas de governo que conduzem ao fim da concorrência, da liberdade e até da democracia.
O apoio ao governo de Chávez (ou pelo menos a sua não rejeição) e a outros governos da América Latina é preocupante para quem se diz defensor da Liberdade.

sexta-feira, dezembro 12

Domingo vem a boa-nova

Parece que no próximo Domingo a velha esquerda vai discutir as alternativas politicas à politica de “direita” do governo de José Sócrates. Para além das conclusões que todos podemos antecipar, só não sei se o fim do capitalismo vai ser decretado. Fico à espera.

segunda-feira, dezembro 8

O BE em Lisboa

Mais uma oportunidade para o BE marcar a sua diferença em Lisboa. Agora o Zé já deixou de fazer falta, e o que passou a fazer falta é a Helena. O que faz mesmo falta é uma cultura de poder do BE, que não existe.

O BE teve um sonho...

O BE tem um sonho. Este sonho não é de agora. E qual é o sonho do BE? Partir o PS, pela metade de Manuel Alegre e integrar essa metade no BE. Depois de enfraquecido o PS, não se percebe o que vai o BE fazer. O melhor que conseguirá é levar a direita ao poder. Para o BE isto não é grave, grave mesmo é ter o PS no poder.

domingo, novembro 30

O poder e o BE

Alguém ainda dúvida que o BE não quer ser poder? O que lhe interessa é ter um discurso moralista cheio de propostas vagas e sem conteúdo. Este sim é o propósito do BE, não é ser poder. Isto não interessa nada, o que interessa é ser o partido das causas, não é ser o partido do governo.
O Zé que fazia falta a Lisboa, já não faz falta nenhuma, porque o que interessava era estar na oposição a António Costa, não era partilhar o poder com este.
O Zé assim não faz falta, o Zé que fazia falta não era o Zé que no poder conseguisse implementar o seu programa, era o Zé que estivesse sentado nas reuniões da CML a contestar, fosse qual fosse, a política de António Costa e do PS.
O Zé partilhando o poder com o PS não faz falta ao BE, porque o que faz ao BE era um Zé que contribuísse para a destruição do inimigo número um: o PS.

sexta-feira, outubro 3

Contradição?

3.7.5. O Bloco de Esquerda, sob a capa de uma nebulosa indefinição do seu posicionamento ideológico e de classe, caracteriza-se fundamentalmente pelo seu carácter social-democratizante, disfarçado por um verbalismo e radicalismo esquerdizante, herdado das forças que lhe estiveram na origem, e por uma atitude determinada em muitos casos pelo anticomunismo.

3.7.5.1. Beneficiando de uma continuada promoção mediática e de uma importante aposta dos centros de decisão políticos e económicos, registou um aumento da sua representatividade institucional.

3.7.5.2. O BE, num quadro de perda da imagem de novidade e de modernidade em torno do qual construiu parte da sua influência, assenta grande parte da sua actividade numa opção pelo acessório e pela busca de protagonismo mediático, na qual são de registar crescentes cumplicidades e alinhamentos com a agenda política do PS, de que são exemplo a imposição do referendo sobre IVG, o acordos para a CML, ou Lei da Paridade.

Isto são as teses do CC do PCP para o XVIII congresso. Isto é o que Jerónimo de Sousa:

“Perante a necessidade de uma convergência das forças sociais e políticas, não excluindo nenhuma força progressiva de esquerda, temos a proposta de que sem ruptura com esta política não há arrumação de forças que garanta uma alternativa de esquerda”.

Em que ficamos? Será que Jerónimo de Sousa não concorda com as teses, ou estas vão ser alteradas? No fundo, o que interessa realmente é abater o PS.

segunda-feira, agosto 11

Gravatas

A importância da gravata por Miguel Portas.

quinta-feira, maio 29

Manuel Alegre sabe disto?

Aqui estão as "várias esquerdas". Todas e muitas lideradas pelos trotskistas. Claro.

As várias esquerdas e a UGT

O Dr. Anacleto não para. Ele é manifestos, ele é comícios-festa. Nada o faz parar. Uma mentira de vez em quando, também parece que faz parte do programa.

domingo, março 30

O BE um partido de futuro

Parece que a renovação do BE já teve melhores dias. Ana Drago vai ter que esperar. O aparelho ainda é o aparelho e se alguém sabe do assunto é o Dr. Fazenda (UDP) e o Dr. Louça (PSR). Estes sim é que sabem como é. Leram os livrinhos todos.
Os partidos novos iguais aos partidos velhos.

segunda-feira, março 3

Divergência

"Nós não faremos coligações com o PS nas autárquicas em 2009. Por uma razão muito evidente, é porque os nossos projectos políticos, nas legislativas, nas autárquicas, enfim, na condução da política do País, estão em confronto.", Francisco Louça.
Divergência à vista? Se fosse o PCP teria escrito : A discreta deriva de José Sá Fernandes para a outra margem.

sexta-feira, janeiro 11

Alcochete (4)

Quando o ministro Mário Lino se referiu à margem sul como um "deserto", estava errado ou certo quanto ao conceito?
Na margem Sul não existem hospitais, não existem escolas, não existem muitas pessoas (embora desde a famigerada ponte para Alcochete as coisas tenham sido alteradas), não existem hotéis, as acessibilidades não são boas.
Isto é tudo ao contrário da Ota, onde existem pessoas, onde existem hotéis, onde existem escolas e hospitais e onde as acessibilidades são boas.
A prova de tudo isto é o que se tem que ser feito na margem Sul para sustentar um aeroporto internacional.
Como consequência de tudo ist, o vemos as autarquias da margem sul preocupadas com o que aí vem em termos de qualidade de vida e de aumento da pressão urbanística em concelhos onde faria todo o sentido manter a qualidade de vida e apostar em outros factores de desenvolvimento que não fosse um aeroporto à porta de casa.

quinta-feira, janeiro 10

Alcochete

Alcochete vai ser a palavra mais usada nos próximos anos. Campo de Tiro de Alcochete (CTA) também vai andar nas bocas de todos. E Ota? Claro, Ota também pelas razões contrárias às de Alcochete.
Francamente não gostei da forma como se chegou à conclusão do CTA como a melhor localização do novo aeroporto de Lisboa. Não gostei de ver um estudo da CIP servir de base a um pedido ao LNEC para fazer um estudo comparado entre Alcochete e a Ota. Não gostei de ver um estudo da CIP, que ninguém sabe quem pagou, servir para colocar em causa um conjunto de estudos pagos pelo Estado.
Se havia que fazer mais estudos comparativos, então eles deveria ser pedidos pelo Estado e não sugeridos e pressionados por um estudo mandado fazer pela associação dos patrões portugueses.
Francamente não gostei de ver a Lusoponte ganhar mais esta batalha. Sim a Lusoponte vai ganhar com a localização escolhida.
Não gostei da forma como o PS e a nova liderança do PSD se foram aproximando de forma subtil para um grande consenso em torno de Alcochete. Longe vão os tempos em que o autarca de Gaia criticava o Dr. Mendes, por este não defender a localização Ota.
Que podemos fazer pelo presidente da CM de Alenquer que durante 10 anos de viu privado de aprovar qualquer construção na freguesia da Ota e arredores pelo facto de se ir construir um aeroporto?
Que dizer a todos os investidores que se deslocaram para o Oeste e dotaram esta zona de grandes condições turísticas?
Que dizer às escolas do Concelho de Alcochete, que como podemos ler estava preparado para ter "visitas de estudo de carácter ambiental"?
Chegamos ao fim da linha. A decisão está tomada. Vamos ver o que a política nos reserva. PPD/PSD tudo fará para dizer que foi o primeiro, o CDS/PP vai afirmar que não foi comparada a solução encontrada com Portela+1, o BE vai tomar nota do recuo do governo e vai alinhar com o CDS/PP e o PCP vai afirmar que não é preciso um novo aeroporto.
Espero que a solução encontrada seja a melhor, embora tenha dúvidas, e que depressa se construa um novo aeroporto que salve o país de se tornar ainda mais periférico.

quinta-feira, novembro 22

O BE e o poder

O BE começa a enfrentar problemas e divisões na Câmara de Lisboa. A responsabilidade da crise tem a ver com a dispensa de 127 avençados, que receberam uma carta da CML a dispensar os seus serviços.
O BE tem no seu código genético que não se deve despedir trabalhadores mesmo que eles não façam falta nenhuma e a situação financeira da CML seja de quase falência.
Dentro em breve, teremos uma ruptura entre o BE e o vereador José Sá Fernandes. É uma questão de tempo.
Para o Bloco é fundamental ser contrapoder, porque ser poder exige tomar decisões e estas nem sempre podem agradar a todos. O BE só poderá ter eleitores, deputados e vereadores se for oposição, se meter os pés no poder vai desaparecer.