domingo, novembro 30

Estou a ler


Que será feito deste senhor?

Um eu sei está em Gaia, mas o outro onde pára? O país exige saber onde está o Ribau e quem é que ele apoia.

Acabei de ler


A rábula de Cristo

A rábula de Cristo continua a fazer seu percurso. Já não recebemos se ele desce à terra ou se Marcelo Rebelo de Sousa é candidato. A última versão é esta: Não, n-a-o, til. Não até 2009, não depois de 2009”.
Só temos que esperar para ver.

Quem sabia o quê?

Vale a pena ler esta notícia do El Pais, para sabermos quem realmente sabia dos voos da CIA. Tudo começa a ficar claro.

A direita agita-se

O poder e o BE

Alguém ainda dúvida que o BE não quer ser poder? O que lhe interessa é ter um discurso moralista cheio de propostas vagas e sem conteúdo. Este sim é o propósito do BE, não é ser poder. Isto não interessa nada, o que interessa é ser o partido das causas, não é ser o partido do governo.
O Zé que fazia falta a Lisboa, já não faz falta nenhuma, porque o que interessava era estar na oposição a António Costa, não era partilhar o poder com este.
O Zé assim não faz falta, o Zé que fazia falta não era o Zé que no poder conseguisse implementar o seu programa, era o Zé que estivesse sentado nas reuniões da CML a contestar, fosse qual fosse, a política de António Costa e do PS.
O Zé partilhando o poder com o PS não faz falta ao BE, porque o que faz ao BE era um Zé que contribuísse para a destruição do inimigo número um: o PS.

A “esquerda” vai reunir-se

O deputado Manuel Alegre mais uns amigos do PS aos quais se juntam uns quantos membros do BE e uns quantos ex-comunistas vão voltar-se a juntar. Desta vez não é num comício, é mais um fórum para discutir a esquerda. A velha esquerda vai juntar-se e porque é que será que não prevejo nada de bom?

Avaliação dos professores e o futuro da educação

Com estes dirigentes sindicais dos professores eu temo pelo futuro da educação em Portugal. Não aceitam que possa haver competitividade dentro da classe, porque o que é preciso é cooperação e partilha de experiências. Não pode haver professores capazes e outros menos capazes, em nome de uma suposta igualdade. Não aceitam que se possa avaliar porque isto permite distinguir que deve progredir na carreira e quem deve ter formação para melhorar as suas competências, em nome de uma progressão automática na carreira. Não aceitam que devem dedicar mais tempo à escola e aos seus alunos, em nome de falta de tempo para fazerem outras coisas. Os estudantes das escolas não interessam, o que interessa é os interesses dos sindicatos em nome de objectivo político de derrube da ministra, e em última instância do próprio governo.
Muitos destes dirigentes devem estar no Campo Pequeno a aprovar as Teses do CC, em nome de um direito democrático que legitimamente têm, mas já não têm este direito quando manipulam ou quando mentem sobre os seus objectivos em termos de educação e da avaliação dos professores. O que eles querem é que tudo fique igual, para que continuem a ter o poder que muitos lhe deram e que o país não lhe reconhece.

Enriquecimento

Alguns chegam ao poder como desconhecidos, sem curriculum e sem vida profissional própria. Passados algum tempo, e depois de terem exercido funções governativas é velos a crescer na iniciativa privada, ou mesmo em qualquer empresa do universo público.
Passaram de vidas simples, para vidas luxuosas, ou no sentido que lhe dão: vidas com conforto. Os portugueses interrogam-se sobre esta passagem de vida, mas apenas obtêm como resposta que tudo isto resulta de serem competentes. O que acontece é que ninguém acredita. Porque será?

Dias Loureiro e o BPN

Será que o Dr. Dias Loureiro também não tem nada a ver com o BPN? Aqui já será mais difícil afirmar que não, já que o Dr. Dias Loureiro parece, que tem tudo a ver com o BPN, embora quem o oiça falar seja levado a pensar o contrário.
Vamos ver como tudo isto vai acabar, mas para já começa mal. A ida ao Banco de Portugal, para falar com o Dr. António Marta, sobre a necessidade de uma auditoria ao BPN, não é confirmada pelo próprio António Marta, o que nos leva a pensar que o Dr. Dias Loureiro deve ter reunido com o segurança do BP, que confundiu com o vice-governador do banco.
Também não percebemos porque é que o Dr. Dias Loureiro continua como Conselheiro de Estado insistindo em criar algum mal-estar para os lados de Belém, que numa primeira fase disse que nada podia fazer e que depois de uma reunião com Dias Loureiro veio afirmar que acreditava no que lhe foi contado por este. Para já o que transparece é que o PR mantém toda a confiança no seu Conselheiro de Estado. Para que conste.

Cavaco Silva e o BPN

Já é a segunda vez que o Presidente da República, interrompe o meu sossego para numa primeira vez de viva voz me comunicar que está contra o Estatuto dos Açores, e agora através de um comunicado, para me informar que nada deve à banca, e que não tem nada a ver com o BPN.
Se a primeira informação eu agradeço, mas não é relevante, já quanto à segunda, não ouvi ninguém dizer que o Sr. PR tinha algo a ver com o BPN, e por isso não entendo porque havia necessidade de interromper o meu descanso com o seu comunicado.
Já agora sentiu-se beliscado porque o Dr. Oliveira e Costa fez parte de um governo onde o Sr. PR era primeiro-ministro?

BPN: O inquérito parlamentar

Aqui está um bom tema para voltar ao blog. Não percebi os motivos que levaram o Grupo Parlamentar do PS a não querer um inquérito parlamentar, para depois, passado algum tempo, ter apoiado o mesmo inquérito parlamentar. Se compreendo a razão política de não interferir num processo judicial que estava a decorrer, o mesmo não chegou ao fim para agora a posição ser outra. Se existe uma tentativa para não envolver o Banco de Portugal nesta imensa confusão, não vale a pena ele já está envolvido e o próprio governador já foi ouvido no Parlamento.
Os portugueses estão interessados em saber o que se passou realmente no BPN, eu diria mais, se vão pagar, é legitimo que saibam o que se passou. Não está aqui em causa que o BPN deva ser salvo da falência, evitando-se assim a contaminação aos outros bancos e ao sistema bancário português, com as consequências negativas sobre a economia portuguesa.
O inquérito é bem-vindo e mesmo que no fim não exista nenhuma conclusão, pelo menos ficamos todos a saber o que os vários intervenientes no processo têm para dizer.

Congresso do PCP

Tenho ouvido, embora não com muita atenção reconheço, as notícias provenientes do Campo Pequeno, bem assim como algumas intervenções.
Até ao momento tudo bem, sem surpresas, sem intervenções que não respeitem o guião previamente apresentado pelo CC (conhecido por Teses).
Tudo cinzento, tudo igual e sem surpresas. Assim é que está bem, cada vez mais funcionários no CC, aqueles que têm uma profissão são cada vez menos. Tudo alinhado e sem dissidências.
Parece que o BE ficou surpreendido com o ataque de Jerónimo de Sousa, talvez não tenha lido as Teses com atenção. Manuel Alegre também leva pela mesma medida. A renovação da esquerda, não está na agenda do PCP.

quarta-feira, novembro 19

Estranha Forma de Vida



Palavras para quê?

A FENPROF soma e segue

O único, digo bem o único objectivo da FENPROF é suspender o processo de avaliação dos professores. Está tudo quase dito.

Este é que não vai em democracia

Por favor…

Não sei o que deu à Dra. Manuela Ferreira Leite, mas com toda a certeza que coisa boa não foi. O almoço de MFL na Câmara de Comércio Luso-Americana foi todo ele uma evidência que o melhor período da sua liderança aconteceu quando ela estava calada.

Vamos por partes para ser mais simples:

1. Primeira prioridade a reforma do sistema de justiça, mas esta reforma deve ser feita de braço dado com o Presidente do Sindicato dos Juízes (Dr. António Martins) e com o Presidente do Sindicato do Magistério Público (Dr. Cluny), pois MFL não quer fazer reformas contra as corporações. Não tem ainda claro é que tipo de reformas tem para propor;
2. Depois tem uma tirada de mestre: “Eu não acredito em reformas, quando se está em democracia…”. Quem quiser que tire as suas conclusões sobre esta pérola de MFL, para quem as reformas só são possíveis com o acordo das corporações ou então sobre uma forte ditadura;
Não contente com o que tinha acabado de afirmar avança com mais uma pérola: “E até não sei se a certa altura não é bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia”. Reformas só em ditadura, depois de as implementar então lá vinha a democracia;
3. Por último a pérola final: “Qualquer político que pretenda alterar um sistema não o pode fazer contra esse sistema. Portanto, eu acho que estão arrumadas, no mau sentido, as reformas da educação, saúde, Administração Pública, justiça. Fizeram-se umas coisitas, mas não é a reforma”.

Conclusão em democracia só é possível fazer reformas com o apoio das pessoas que estão dentro do sistema. A isso alguém chamou populismo, mas isto era quando Menezes estava no poder, agora deve ter outro nome.

Já não bastava o salário mínimo, as afirmações xenófobas contra os emigrantes, o discurso de contestação a todos os apoios sociais, ainda temos que ouvir considerações sobre ditadura e democracia.
O futuro se vai encarregar de demonstrar que estamos perante o maior embuste da democracia portuguesa: a Dra. MFL.

Dias Loureiro

terça-feira, novembro 18

Parabéns a você

Os oitenta anos do Rato Mickey é uma idade que merece ser comemorada.

domingo, novembro 16

Coisas de mau gosto

Uma funcionária do Benfica comunicou que a Lusa não estava autorizada a entrar no recinto, o que levou os jornalistas a dirigirem-se ao comandante da PSP no local, subintendente Carvalho, pedindo-lhe que repusesse a legalidade e garantisse a entrada na zona de imprensa.
Esta decisão do Benfica foi movida pelo facto da Agência Lusa ter noticiado que os administradores do Benfica-SAD terem recebido 180000 euros pelo quarto lugar do ano passado.
A única coisa que me interessa é saber se a notícia é verdadeira ou não, mas mesmo sendo mentira, a liberdade de informar está acima de tudo. O meu Benfica não pode utilizar o mesmo critério que clubes de província, impedindo o direito à informação.

Será que aprenderam alguma coisa?

O excesso de regulação poria em perigo o crescimento económico e aumentaria a contracção dos fluxos de capital, inclusive nos países desenvolvidos", diz o texto do comunicado final da cimeira do G20.
Será bom percebermos o que significa excesso de regulação, para que depois de tudo isto não fique tudo na mesma. Estamos todos a pagar pelo mercado livre, pelo menos por aquilo que Bush pensa (será que ele pensa?) que é o mercado livre.

Consequências

Chegamos a um momento em que a recusa da avaliação dos professores terá que produzir alguma consequência, quer em quem é objecto da avaliação quer em quem é avaliador.
Não podemos ter leis, que depois, cada um à sua maneira decide o que deve fazer com essas mesmas leis. Chegou o momento em que cada um deve assumir as suas responsabilidades. Sem a assumpção de responsabilidades não há país.

sexta-feira, novembro 14

Bora lá…

Se no tempo do PREC houvesse telemóveis, talvez a revolução socialista tivesse sido possível. Os telemóveis através do envio de SMS´s têm feito milagres. Convocar manifestações por esta via está a transformar-se no maior sucesso da vida política portuguesa.
“Bora lá” expulsar a ministra do Ministério da Educação, e é ver os estudantes, os professores e todos os outros a correr para uma qualquer manifestação. Ainda por cima é cómodo, não é preciso estar atento aos cartazes de rua, não é preciso estar atento às notícias ou aos dirigentes dos sindicatos ou associações (como no tempo do PREC), não nada disto é só preciso ter o telemóvel ligado e comparecer.
“Bora lá”, tornaram-se as duas palavras mais utilizadas pelos fazedores de SMS´s. É bonito e pelos vistos dá resultado.
Não queres que nos marquem faltas, queres que todas as faltas possam ser justificadas, não queres ser avaliado (os professores, porque ainda não vi alunos a dizerem o mesmo, mas só por enquanto) então “bora lá”.
Alguns dos manifestantes não sabem ao que vão, mas isso não interessa, o que interessa é o “bora lá”.
O jeito que os telemóveis teriam dado no PREC, se os houvesse ainda hoje Portugal seria a Cuba da Europa. Mas ao mesmo tempo, estes mesmos telemóveis já teriam sido proibidos, para se evitarem situações do “bora lá”, que colocassem o regime em causa.

quinta-feira, novembro 13

A eleição de Obama e o aumento da venda de armas

"As pessoas estão apavoradas de perder o direito à sua protecção", afirma DeWayne Irwin, proprietário de uma grande loja de armas no Texas, ao jornal 'Los Angeles Times'.
Depois da eleição de Obama dispararam as vendas de armas nos EUA. Parece justo, agora é necessário proteger os bens e a própria vida. Com um presidente negro nunca se sabe o que lhe pode ir na cabeça.
Isto realmente é coisa que só pode passar pela cabeça dos velhos texanos…

Ser príncipe é duro

Que o diga o príncipe Carlos que na próxima sexta-feira faz 60 anos e nunca mais consegue ser rei. A mãezinha tem 82 e está bem conservada em Gin Gordon´s, e se for como a sua mãe que morreu já centenária, o príncipe bem pode esperar sentado.
Não seria possível estabelecer uma idade máxima para abdicar do cargo? Assim evitavam-se situações como esta do príncipe Carlos que nunca mais chega a rei. Coitadinho…

Cavaco e o óbvio

O Presidente da República lembrou hoje existir o “direito constitucional à manifestação”, a propósito do protesto de professores que no sábado levou às ruas de Lisboa cerca de 120 mil pessoas.
Tem razão o PR. O direito à manifestação é um direito constitucional. Na Madeira é que o direito constitucional e o respeito pela lei não são para cumprir. Mas isto é na Madeira do Dr. Jardim.

MFL em Fátima

Não conheço melhor local do que Fátima para que MFL reconheça os erros da sua liderança, que entendeu repartir com os jornalistas. A principal dificuldade da sua liderança é passar a mensagem.
A presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, admitiu quarta-feira, em Fátima, ter alguma dificuldade em passar a sua mensagem através dos meios de comunicação social, admitindo que esta é uma questão "a tomar em consideração".
Para não ficar com as culpas sozinha, resolveu partilhar esta responsabilidade com os jornalistas e então afirmou: "Com media assim é muito difícil transmitir-se a mensagem".
Para finalizar concluiu: "Não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite", o que indicia que MFL quer passar a fazer os alinhamentos dos telejornais e das capas dos jornais.
Aproveite bem o facto de estar em Fátima e reze, reze muito, para que o milagre aconteça. Bem precisa dele, mas já agora apresente algumas ideias para o país. Nós agradecíamos.

Massacre S. Cruz - Timor Leste



Fez ontem 17 anos. Para não esquecer.

O sistema de avaliação de professores e o marxismo

O Dr. Jardim descobriu que o sistema de avaliação dos professores era marxista, por isso resolveu dar a classificação de Bom a todos os professores da Madeira. Nunca vi nada tão parecido com o marxismo: “A trabalho igual, classificação igual”.