sábado, outubro 30
A justiça e as notícias
quinta-feira, outubro 28
O jogo continua mas...vai ter um fim
- Comentadores e políticos da área do PPD começam a afirmar que a intervenção do FMI em Portugal não é nenhum drama. Tentativa de desdramatização da intervenção do FMI está em curso;
- A nomeação de António Borges para European Department of the International Monetary Fund não deve ser uma coisa desligada da desdramatização em curso;
- A subida do PPD nas sondagens contribui de uma forma importante para que Passos Coelho respire melhor.
O fim do jogo está próximo, e os passos seguintes são de alto risco para o PPD: deixar passar o OE ou votar contra, provocar uma crise política de onde não sabe se no final as sondagens vão confirmar-se nas urnas?
O jogo continua mas...
Agora o governo mostra alguma vontade de recuar, mas a esta vontade não deve ser alheia a sondagem que dá um avanço substancial do PPD sobre o PS.
Vamos esperar pelos desenvolvimentos, na certeza de que no fim haverá um acordo entre o governo e o PPD, a menos que... (voltarei ao tema)
quinta-feira, abril 30
Bloco Central
As razões de cada um são diferentes, mas a conclusão é mesma. Eu, não recomendo nenhum “centralão”, que poderia conduzir o país para um dramatismo maior que um governo minoritário de um só partido.
sábado, fevereiro 21
Más companhias
sexta-feira, fevereiro 13
O aparelho
sexta-feira, fevereiro 6
Democracia interna
Não sei se Edmundo Pedro tem razão, mas uma coisa tenho como certa as declarações do "velho" Edmundo devem ser escutadas com atenção, não sobre as questões colaterais, mas sobre a questão central: há ou não democracia interna no PS?
quarta-feira, janeiro 14
Que moção?
quarta-feira, dezembro 31
Haja coragem
A falta de discussão ao nível do PS é uma triste sina dos partidos do bloco central (PS e PPD/PSD) que quando chegam ao poder ignoram completamente as estruturas partidárias e chegam a parecer partidos de eleitores em vez de partido de militantes. Os aparelhos partidários, por norma completamente compreensivos com actividade governativa, tendem igualmente a desprezar os militantes.
António Ramalho queixa-se do aparelho partidário de Odivelas, acusando-o de pagar quotas para que os militantes possam votar no candidato da situação. Era um clássico do PPD/PSD, mas agora transformou-se num clássico no PS.
Fazem falta mais Ramalhos, e menos Alegres para forçar a discussão, se esta for possível nas circunstancias actuais, onde o aparelho domina tudo e todos. Em ano eleitoral piora tudo um pouco, porque a porta é estreita e todos querem apresentar serviço.
segunda-feira, dezembro 22
Cuidado com as escolhas
Eu subscrevo inteiramente, escolher alguém que foi vereador de Ferreira Torres como candidato do PS à CM do Marco só pode ser uma proposta de mau gosto. Por favor haja vergonha. Os aparelhos partidários não se podem, nem devem, sobrepor-se à vontade dos militantes.
Francisco Assis tem a seu crédito uma luta contra Fátima Felgueiras que lhe valeu uma agressão em Felgueiras. Ele sabe do que fala quando falar em princípios.
domingo, novembro 30
BPN: O inquérito parlamentar
Aqui está um bom tema para voltar ao blog. Não percebi os motivos que levaram o Grupo Parlamentar do PS a não querer um inquérito parlamentar, para depois, passado algum tempo, ter apoiado o mesmo inquérito parlamentar. Se compreendo a razão política de não interferir num processo judicial que estava a decorrer, o mesmo não chegou ao fim para agora a posição ser outra. Se existe uma tentativa para não envolver o Banco de Portugal nesta imensa confusão, não vale a pena ele já está envolvido e o próprio governador já foi ouvido no Parlamento.
Os portugueses estão interessados em saber o que se passou realmente no BPN, eu diria mais, se vão pagar, é legitimo que saibam o que se passou. Não está aqui em causa que o BPN deva ser salvo da falência, evitando-se assim a contaminação aos outros bancos e ao sistema bancário português, com as consequências negativas sobre a economia portuguesa.
O inquérito é bem-vindo e mesmo que no fim não exista nenhuma conclusão, pelo menos ficamos todos a saber o que os vários intervenientes no processo têm para dizer.
terça-feira, novembro 11
O deputado Manuel Alegre
Agora vem a crítica à Ministra da Educação. O argumento é antigo: tem que se ouvir todos. Mas não foram todos ouvidos? Há momentos para ouvir e momentos para decidir. O problema da avaliação é simples: todos os professores a querem, mas não querem esta avaliação, mas não dizem qual querem, e ao não dizerem qual querem, assumo eu que não querem nenhuma avaliação.
Simples, mais simples não encontro. A justiça neste caso está no lado de quem quer avaliar e promover os melhores, e não de quem quer promover todos e considerar que todos são excelentes. Claro que a velha esquerda o que quer é que todos sejam promovidos com base em algo que não decorra de um processo de avaliação. Estaríamos aqui no processo de promoção automática, género de passagem administrativa. A Esquerda sempre se bateu pela justiça, e isto é um caso de justiça: quem melhor trabalha, quem é mais competente deve progredir.
Assinala Alegre: "Num país como o nosso, o que faz mudar é a formação das pessoas, a educação, a cultura, a comunicação, a produção e a divulgação científica, a inovação tecnológica e social". Estamos todos de acordo, mas o que faz com que tudo isto seja possível é a excelência, não é tratar todos como iguais, os bons e os maus.
terça-feira, outubro 28
Centralão?
sábado, outubro 18
sexta-feira, outubro 3
A táctica
Compreendendo a razão política, mas não aceito que o PS não dê liberdade de voto em matéria de pura consciência. Uma nódoa.
sexta-feira, setembro 26
Sondagem Diário Económico
PSD 29,3%
A Dra. Manuela continua com um problema. O Dr. Jardim continua a fazer a avaliação do mandato, e todos os outros já começaram a espreitar pela janela. É uma questão de tempo. Vão ver.
terça-feira, setembro 23
Solidariedade
segunda-feira, setembro 22
A força da mudança
Descontando o facto, de que tudo o que Manuela Ferreira Leite, não faça (e ela não faz rigorosamente nada), começa a ser objecto de critica por parte de Rebelo de Sousa, o Prof. desta vez até tem razão.
O PS está no poder vai para quatro anos, mas mesmo assim, assume um projecto de mudança, não se resignando e transformando-se em alternativa a si próprio. A oposição laranja que deveria apelar à mudança, apenas pode dizer o que Aguiar Branco disse: "Em vez da força da mudança o governo fez, onde não devia, mudanças à força”.
A mudança pode, e deve, continuar a ser feita pelo PS, porque a oposição não é capaz de fazer melhor. Os projectos mais liberais, que podiam ser ensaiados pelo PPD/PSD, estão claramente comprometidos pelos recentes acontecimentos nos Estados Unidos. Para já, uma perspectiva mais liberal no domínio económico está comprometida.
Assim sendo, estamos todos à espera das ideias para o país. A estratégia de que não cabe à oposição ter ideias sobre a governação está esgotada. Os portugueses já perceberam que têm no PS a Força da Mudança, e começam a compreender que o PPD/PSD apenas se pode transformar na força bloqueadora da mudança.
Foi assim em relação aos grandes projectos de interesse nacional, de que o aeroporto é um bom exemplo, mas também a projectos mais pequenos, mas não menos importantes para as pessoas e as empresas.
Se o PS apresentar um orçamento de estado para 2009, com grande sentido de estado, rigoroso no seu conjunto, solidário com aqueles que precisam do Estado, apostando nas forças de mudança da sociedade portuguesa e continuando a respeitar o Pacto de Estabilidade e Crescimento, deixará o PPD/PSD em maus lençóis.
Pacheco Pereira terá grandes dificuldades em encontrar o antídoto contra um PS, que tirou o país de uma situação preocupante, e que mantém uma taxa de crescimento que apesar de ser baixa, ainda é a maior da zona euro.
Numa tentativa de fazer oposição terá que encontrar outros argumentos que não sendo verdadeiros, como por exemplo, o da falta de democracia ou do controle dos meios de comunicação, lhe retirará credibilidade.
Já aqui escrevi: cheira a congresso no PPD/PSD. Só ainda não sabemos o momento, mas não deve ser para muito tarde. Marcelo está inquieto, Menezes não para de falar, Santana está a começar a dar sinais de querer corporizar algum descontentamento, Passos Coelho continua a fazer o seu caminho e os homens de Durão Barroso estão atentos a todas as movimentações. Vai ser uma questão de tempo.
sexta-feira, setembro 19
Liberdade de voto
Alguns deputados pedem liberdade de voto, a direcção da bancada diz que o assunto não está incluído no programa do governo, e que, por isso o PS deve votar contra.
Penso que nesta matéria, a liberdade de voto faz sentido. O PS diz que tem que ser realizado um amplo debate na sociedade portuguesa, mas este debate não se tem vindo a fazer?

