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sábado, outubro 30

A justiça e as notícias

No iníco desta semana que está a acabar começaram a sair notícias sobre o BPN, algumas buscas, começou-se novamente a falar no processo. Algumas figuras começaram a vir novamente à superfície, então eu perguntei para mim mesmo: quantas horas vão passar para termos algumas dicas sobre o processo "Face Oculta"?
A minha resposta foi, antes do fim-de-semana teremos notícias, e não é que acertei! Assim se trata a justiça em Portugal. Estou cada vez mais convencido que a justiça está partidarizada, e mais convencido fiquei quando todos ouvimos as declarações do juiz António Martins, presidente da associação sindical dos juízes.

quinta-feira, outubro 28

O jogo continua mas...vai ter um fim

A situação política começa a compor-se para o lado do PPD. Vários factores têm contribuído para que Passos Coelho comece a respirar. Vamos então por partes:

  1. Comentadores e políticos da área do PPD começam a afirmar que a intervenção do FMI em Portugal não é nenhum drama. Tentativa de desdramatização da intervenção do FMI está em curso;
  2. A nomeação de António Borges para European Department of the International Monetary Fund não deve ser uma coisa desligada da desdramatização em curso;
  3. A subida do PPD nas sondagens contribui de uma forma importante para que Passos Coelho respire melhor.

O fim do jogo está próximo, e os passos seguintes são de alto risco para o PPD: deixar passar o OE ou votar contra, provocar uma crise política de onde não sabe se no final as sondagens vão confirmar-se nas urnas?

O jogo continua mas...

O jogo em volta do OE contínua, mas agora a vantagem está do lado de Passos Coelho. Está do lado do PPD porque o governo hesitou no momento em que deveria ter fechado o acordo. Se o tem feito continuava a entalar o seu parceiro de tango, assim nada feito.
Agora o governo mostra alguma vontade de recuar, mas a esta vontade não deve ser alheia a sondagem que dá um avanço substancial do PPD sobre o PS.
Vamos esperar pelos desenvolvimentos, na certeza de que no fim haverá um acordo entre o governo e o PPD, a menos que... (voltarei ao tema)

quinta-feira, abril 30

Bloco Central

A CIP, João Cravinho e mais uns quantos, começam a ser vozes que não vêem alternativa na próxima legislatura que não seja um governo de bloco central.
As razões de cada um são diferentes, mas a conclusão é mesma. Eu, não recomendo nenhum “centralão”, que poderia conduzir o país para um dramatismo maior que um governo minoritário de um só partido.

sábado, fevereiro 21

Más companhias

Compreendo que as relações entre os Estados obedeçam critérios nem sempre claros quanto à natureza dos regimes. Mas os partidos políticos não têm que seguir os mesmos critérios, por isso estou totalmente surpreendido com o convite dirigido a Chávez para participar no congresso do PS. O PS não tinha que fazer tal convite, ainda mais porque o Sr. em causa foi responsável por um golpe de estado falhado contra um governo de um partido filiado na Internacional Socialista.

sexta-feira, fevereiro 13

O aparelho

O aparelho do PS parece não gostar muito da ideia do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Esta posição não é estranha, a tudo o que cheire a diferente os aparelhos partidários são conservadores. O do PS não foge à regra.

sexta-feira, fevereiro 6

Democracia interna

Esta insignificância politica que dá pelo nome de José Lello resolveu comentar as declarações de Edmundo Pedro sobre a falta de democracia interna no PS.
Não sei se Edmundo Pedro tem razão, mas uma coisa tenho como certa as declarações do "velho" Edmundo devem ser escutadas com atenção, não sobre as questões colaterais, mas sobre a questão central: há ou não democracia interna no PS?

quarta-feira, dezembro 31

Haja coragem

Coragem não falta a António Ramalho para se candidatar contra José Sócrates no Congresso do PS. Se o que ele afirma é verdade, então a coisa é grave.
A falta de discussão ao nível do PS é uma triste sina dos partidos do bloco central (PS e PPD/PSD) que quando chegam ao poder ignoram completamente as estruturas partidárias e chegam a parecer partidos de eleitores em vez de partido de militantes. Os aparelhos partidários, por norma completamente compreensivos com actividade governativa, tendem igualmente a desprezar os militantes.
António Ramalho queixa-se do aparelho partidário de Odivelas, acusando-o de pagar quotas para que os militantes possam votar no candidato da situação. Era um clássico do PPD/PSD, mas agora transformou-se num clássico no PS.
Fazem falta mais Ramalhos, e menos Alegres para forçar a discussão, se esta for possível nas circunstancias actuais, onde o aparelho domina tudo e todos. Em ano eleitoral piora tudo um pouco, porque a porta é estreita e todos querem apresentar serviço.

segunda-feira, dezembro 22

Cuidado com as escolhas

“É absolutamente inaceitável que alguém que tenha estado ligado a Avelino Ferreira Torres possa ser o candidato do PS. Antes da estratégia estão os princípios”, disse à agência Lusa Francisco Assis.
Eu subscrevo inteiramente, escolher alguém que foi vereador de Ferreira Torres como candidato do PS à CM do Marco só pode ser uma proposta de mau gosto. Por favor haja vergonha. Os aparelhos partidários não se podem, nem devem, sobrepor-se à vontade dos militantes.
Francisco Assis tem a seu crédito uma luta contra Fátima Felgueiras que lhe valeu uma agressão em Felgueiras. Ele sabe do que fala quando falar em princípios.

domingo, novembro 30

BPN: O inquérito parlamentar

Aqui está um bom tema para voltar ao blog. Não percebi os motivos que levaram o Grupo Parlamentar do PS a não querer um inquérito parlamentar, para depois, passado algum tempo, ter apoiado o mesmo inquérito parlamentar. Se compreendo a razão política de não interferir num processo judicial que estava a decorrer, o mesmo não chegou ao fim para agora a posição ser outra. Se existe uma tentativa para não envolver o Banco de Portugal nesta imensa confusão, não vale a pena ele já está envolvido e o próprio governador já foi ouvido no Parlamento.
Os portugueses estão interessados em saber o que se passou realmente no BPN, eu diria mais, se vão pagar, é legitimo que saibam o que se passou. Não está aqui em causa que o BPN deva ser salvo da falência, evitando-se assim a contaminação aos outros bancos e ao sistema bancário português, com as consequências negativas sobre a economia portuguesa.
O inquérito é bem-vindo e mesmo que no fim não exista nenhuma conclusão, pelo menos ficamos todos a saber o que os vários intervenientes no processo têm para dizer.

terça-feira, novembro 11

O deputado Manuel Alegre

Começa a ser repetitivo ter que ler o deputado Manuel Alegre falar sobre os mais diversos temas. Não é nada que seja estranho, tendo em conta as companhias em que anda numa tentativa de renovar a esquerda, mas em companhia da velha esquerda, do mais velho que há em termos do pensamento da esquerda.
Agora vem a crítica à Ministra da Educação. O argumento é antigo: tem que se ouvir todos. Mas não foram todos ouvidos? Há momentos para ouvir e momentos para decidir. O problema da avaliação é simples: todos os professores a querem, mas não querem esta avaliação, mas não dizem qual querem, e ao não dizerem qual querem, assumo eu que não querem nenhuma avaliação.
Simples, mais simples não encontro. A justiça neste caso está no lado de quem quer avaliar e promover os melhores, e não de quem quer promover todos e considerar que todos são excelentes. Claro que a velha esquerda o que quer é que todos sejam promovidos com base em algo que não decorra de um processo de avaliação. Estaríamos aqui no processo de promoção automática, género de passagem administrativa. A Esquerda sempre se bateu pela justiça, e isto é um caso de justiça: quem melhor trabalha, quem é mais competente deve progredir.
Assinala Alegre: "Num país como o nosso, o que faz mudar é a formação das pessoas, a educação, a cultura, a comunicação, a produção e a divulgação científica, a inovação tecnológica e social". Estamos todos de acordo, mas o que faz com que tudo isto seja possível é a excelência, não é tratar todos como iguais, os bons e os maus.

terça-feira, outubro 28

Centralão?

Não obrigado. Mesmo que seja Freitas a afirmar que pode até ser "um cenário indispensável".

sábado, outubro 18

Eleições nos Açores

Parece que não restam dúvidas. Domingo se verá.

sexta-feira, outubro 3

A táctica

A táctica impôs-se ao bom senso. O Grupo Parlamentar do PS não vai dar liberdade de voto aos seus deputados, na votação dos projectos-lei do BE e do PEV sobre casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Compreendendo a razão política, mas não aceito que o PS não dê liberdade de voto em matéria de pura consciência. Uma nódoa.

sexta-feira, setembro 26

Sondagem Diário Económico

PS 36,1%
PSD 29,3%

A Dra. Manuela continua com um problema. O Dr. Jardim continua a fazer a avaliação do mandato, e todos os outros já começaram a espreitar pela janela. É uma questão de tempo. Vão ver.

terça-feira, setembro 23

Solidariedade

O PS Madeira reclama solidariedade do PS nacional na sua luta política contra Jardim. Esta solidariedade é-lhe devida e mais vale tarde que nunca.

segunda-feira, setembro 22

A força da mudança

O PS com o seu comício de Guimarães abriu o novo ano político. Como salientou Marcelo Rebelo de Sousa, a escolha do slogan para este arranque não podia ser mais feliz: A força da mudança.
Descontando o facto, de que tudo o que Manuela Ferreira Leite, não faça (e ela não faz rigorosamente nada), começa a ser objecto de critica por parte de Rebelo de Sousa, o Prof. desta vez até tem razão.
O PS está no poder vai para quatro anos, mas mesmo assim, assume um projecto de mudança, não se resignando e transformando-se em alternativa a si próprio. A oposição laranja que deveria apelar à mudança, apenas pode dizer o que Aguiar Branco disse: "Em vez da força da mudança o governo fez, onde não devia, mudanças à força”.
A mudança pode, e deve, continuar a ser feita pelo PS, porque a oposição não é capaz de fazer melhor. Os projectos mais liberais, que podiam ser ensaiados pelo PPD/PSD, estão claramente comprometidos pelos recentes acontecimentos nos Estados Unidos. Para já, uma perspectiva mais liberal no domínio económico está comprometida.
Assim sendo, estamos todos à espera das ideias para o país. A estratégia de que não cabe à oposição ter ideias sobre a governação está esgotada. Os portugueses já perceberam que têm no PS a Força da Mudança, e começam a compreender que o PPD/PSD apenas se pode transformar na força bloqueadora da mudança.
Foi assim em relação aos grandes projectos de interesse nacional, de que o aeroporto é um bom exemplo, mas também a projectos mais pequenos, mas não menos importantes para as pessoas e as empresas.
Se o PS apresentar um orçamento de estado para 2009, com grande sentido de estado, rigoroso no seu conjunto, solidário com aqueles que precisam do Estado, apostando nas forças de mudança da sociedade portuguesa e continuando a respeitar o Pacto de Estabilidade e Crescimento, deixará o PPD/PSD em maus lençóis.
Pacheco Pereira terá grandes dificuldades em encontrar o antídoto contra um PS, que tirou o país de uma situação preocupante, e que mantém uma taxa de crescimento que apesar de ser baixa, ainda é a maior da zona euro.
Numa tentativa de fazer oposição terá que encontrar outros argumentos que não sendo verdadeiros, como por exemplo, o da falta de democracia ou do controle dos meios de comunicação, lhe retirará credibilidade.
Já aqui escrevi: cheira a congresso no PPD/PSD. Só ainda não sabemos o momento, mas não deve ser para muito tarde. Marcelo está inquieto, Menezes não para de falar, Santana está a começar a dar sinais de querer corporizar algum descontentamento, Passos Coelho continua a fazer o seu caminho e os homens de Durão Barroso estão atentos a todas as movimentações. Vai ser uma questão de tempo.

sexta-feira, setembro 19

Liberdade de voto

O projecto lei do BE que visa a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo está a causar algum mal-estar na bancada parlamentar do PS.
Alguns deputados pedem liberdade de voto, a direcção da bancada diz que o assunto não está incluído no programa do governo, e que, por isso o PS deve votar contra.
Penso que nesta matéria, a liberdade de voto faz sentido. O PS diz que tem que ser realizado um amplo debate na sociedade portuguesa, mas este debate não se tem vindo a fazer?

quarta-feira, setembro 10

O centrão

Paulo Pedroso quebra o silêncio político, depois de uma sentença de um tribunal que considerou erro grosseiro a sua prisão preventiva, e que obriga o Estado a pagar uma indemnização de 130000 euros (houve recurso desta decisão).
A entrevista de Paulo Pedroso foi dada à TSF e passa hoje às 17 horas. Pelo resumo, feito hoje pela manhã pela TSF, percebe-se que o grande sound byte é a possibilidade de uma coligação entre o PS e o PSD, isto se o PS não tiver maioria absoluta.
Percebo o problema da governabilidade após 2009, mas um centrão reduz a possibilidade de alternativas e exponencia o crescimento nas margens (BE, PCP e CDS).
O exemplo dado da coligação na Alemanha não é um bom exemplo em particular para o SPD, que está em sérias dificuldades de liderança e de afirmação de um projecto alternativo.