segunda-feira, outubro 15

Dia de Acção

Bloggers Unite - Blog Action Day

O ambiente merece toda a nossa atenção. Veja aqui.

Aos Administradores do BCP

Caros Administradores do BCP,

Foi com uma sentida emoção, que eu percebi, que o BCP é um banco solidário. Se os vossos clientes não tiverem dinheiro para assumir os compromissos para com o Banco, o assunto resolve-se perdoando a dívida. Este foi o procedimento encontrado para perdoar a dívida de Filipe Jardim Gonçalves de 12 milhões de euros. Este vosso cliente tem dois apelidos que não me são estranhos. Será que há alguma relação de parentesco com o Sr. Eng. Jardim Gonçalves?
Hoje surgiu mais um caso, em que o banco que os Srs. dirigem, perdoou mais uma dívida de 15 milhões de euros ao Sr. José Goes Ferreira (dívida esta relacionada com um financiamento de compra de acções do próprio banco).
Eu não tenho nada contra este procedimento do BCP, antes pelo contrário, se os clientes não têm dinheiro para pagar as dívidas, então o melhor é esquecer o assunto.
Infelizmente, não tenho o meu crédito à habitação no vosso Banco (nunca gostei muito da vossa ligação à opus dei), mas hoje verifico que fiz mal. O meu banco, não me perdoa se eu não pagar, o vosso sim.
Gostaria de saber se posso transferir o meu crédito à habitação para o vosso Banco, e passados uns meses deixar de pagar e ser perdoado?
Bancos e banqueiros solidários como Vós não existem.
Aceitem desde já os meus cumprimentos.

Congresso do PSD

Reconheço que acompanhei a espaços o Congresso do PSD. O mais importante, já tinha acontecido uma semana antes com a eleição de Menezes como líder do partido.
Transitaram para congresso algumas questões de natureza interna, como por exemplo quem acompanhava Menezes na sua liderança e ainda os discursos do novo líder para podermos constatar o seu posicionamento político e ideológico.
Uma das primeiras questões relacionava-se com o papel de Santana Lopes na nova liderança. Santana Lopes condicionou desde o início Menezes com a sua disponibilidade para a liderança parlamentar, apesar do esforço de Ângelo Correia no sentido de condicionar a escolha, ela acabou por aterrar no regaço de Pedro Santana Lopes.
Para além do líder eleito, Santana Lopes foi de facto a figura do congresso mesmo não falando, ou seja, pediu a Pacheco Pereira e a Marcelo para irem ao congresso e falarem, e logo ele ficou calado. Consequência do acordo "institucional" com Menezes? Uma coisa parece evidente, Menezes vai ter que partilhar o palco com Santana. Até quando é a dúvida.
Depois de Santana, houve o pedido público para que Ferreira Leite continuasse com Presidente da Mesa do Congresso. Pedido que recusou. Avançou Ângelo Correia.
Menezes numa tentativa de colar os cacos que resultaram das directas pescou em todo o universo do PSD para fazer uma equipa para a Comissão Política Nacional. Na sua rede não veio nenhuma renovação de pessoas, e veio mesmo alguma contradição, como é o caso de Zita Seabra que vai passar a defender o contrário do que defendia com Marques Mendes.
Para o ano logo se vê se vai à festa do PSD/Madeira, como foi Marques Mendes este ano, com os resultados que são conhecidos.
O que disse Menezes no seu discurso de encerramento do congresso?
Menos Estado e parcerias entre o sector público e o privado, de forma a reduzir o papel do Estado, não diz o que faz aos funcionários públicos excedentes desta revolução.
Leis laborais mais flexíveis, mas sem tocar na protecção os trabalhadores, flexisegurança pois estão, mas o que temos andado a fazer nos últimos tempos?
Mais segurança interna, para tentar não dar o flanco completamente a Portas que se deixou de feiras e mercados para se concentrar nas questões relativas à segurança.
Alteração da constituição é um dos slogans, não se percebe é para quê, embora se vá propor o fim do Tribunal Constitucional.
Regionalização, como bandeira contra a veia centralizadora do governo.
Identifiquei cinco bandeiras, mas sem nenhuma consequência. Vamos esperar para ver onde nos leva Menezes com o seu novo PSD.

sexta-feira, outubro 12

Parece uma anedota, mas não é!

A China quer passar a escolher os lideres espirituais do Tibete, conhecidos por Lamas, em vez de serem os monges a identificar e a escolher os seus lideres espirituais.
A RPC e o PCC ainda não informaram se essa escolha passa pelo governo, pelo Comité Central ou ainda se será aprovada em congresso.
O próprio Papa deve também passar por ser uma escolha directa dos chineses.

Neil Young - Helpless (The Last Waltz)



O canadiano Neil Young com os The Band. Uma grande música.

O Dr. Menezes e o FMI

O Dr. Menezes juntou um sound-byte aos muitos que andam no ar: "Os portugueses não comem défice».
De seguida criticou o governo porque no OE para o próximo ano diverge da projecção de crescimento da economia do FMI. O relatório do FMI sobre a economia portuguesa deve ser lido integralmente, mas o Dr. Menezes não o fez. Prefere os sound-bytes, mas isso é lá com ele.

quinta-feira, outubro 11

Os Nazis e a Liberdade

Espero agora duas respostas a este nojento "outdoor": a do homem da Marmeleira que o estimulou e do Gato Fedorento.
Não sei dizer qual deles espero com mais ansiedade.
Este cartaz é um produto directo da célebre contestação ao novo Código do Processo Penal e de se manter preso um dirigente Nazi acusado de alguns crimes.
Que paradoxo, Nazis exigindo liberdade como se fosse uma coisa natural, tão natural como vandalizar o cemitério dos Judeus em Lisboa.

A política do semáforo

O semáforo está vermelho, mas no "pacto institucional" celebrado com um jantar, o Dr. Menezes deu luz verde para o Dr. Santana avançar para a liderança do Grupo Parlamentar do partido das setas (para uns para cima) para outro (Pacheco Pereira) para baixo.
Diz o jornal "on-line" do Dr. Balsemão (ainda não sabemos o sentido que para ele têm as setas), que foi celebrado entre o Dr. Menezes e o Dr. Santana um "acordo de lealdade".
Seja lá o que isto for este acordo de lealdade cheira mal, porque só se estabelece um acordo deste tipo quando se tem dúvidas sobre a lealdade de cada um.

Orçamento de Estado

Amanhã é dia de apresentação do Orçamento Geral do Estado para 2008. Vamos finalmente conhecer as grandes linhas de orientação do Estado. Do desempenho de 2007 e do que já vem sendo conhecido para 2008, podemos elaborar alguns comentários:
Do ano de 2007, resulta um forte desempenho orçamental, o défice vai ficar abaixo da previsão inicial que era de 3,3% do PIB (3% é o valor apresentado pelo governo). Esta redução foi possível pelo ganho de eficácia da administração fiscal. Gostaríamos todos de ver esta redução ser conseguida pela diminuição da despesa corrente, mas até agora os indicadores não são animadores. As despesas com pessoal têm sido controladas pelos fracos aumentos salariais e pelo congelamento das carreiras da função pública, mas têm subido em linha com a inflação.
Surge aqui uma primeira dúvida: Com o Simplex e o Choque Tecnológico em bom andamento, não seria de esperar uma redução com as despesas com pessoal ao nível da Administração Pública? Claro que sim, não me parece que possa existir um aumento tecnológico e ao mesmo tempo a manutenção dos postos de trabalho. Pelo menos, esta não é uma abordagem racional.
Para além das despesas correntes, temos o problema do investimento público. O investimento tem vindo a baixar afectando necessidades fundamentais dos portugueses, para além de terem um efeito negativo sobre o crescimento da economia.
Do que já é conhecido para 2008, temos um crescimento do PIB de 2,3%, uma redução do défice para 2,4% e um aumento do investimento público na ordem dos 7%.
Vamos esperar pelo dia de amanhã para termos ideias mais precisas sobre as grandes variáveis para 2008.

China

Espera-se uma resposta indignada do Partido Comunista Português sobre estes factos preocupantes na China.
Será que foram convidados para o congresso?

Murteira Nabo

Vale a pena ler a entrevista de Murteira Nabo, bastonário da Ordem dos Economistas.
1. Se houver controlo do défice a meio de 2008, deve haver redução de impostos indirectos;
  1. 2. Aposta na formação e na área tecnológica;
  2. 3. Apoios aos incentivos para empresas com base tecnológica;

4. Apoio às PME´s;

5. Maior apoio à internacionalização da economia portuguesa.

Como disse, uma entrevista a ler.

Alternativas?

A criação de alternativas continua a ser um problema, por isso é mais fácil falar da ameaça sobre a liberdade.

Liberdade ameaçada?

A liberdade está ameaçada? Todos os dias ouvimos que sim, vindo dos mais diversos quadrantes políticos e sindicais.
O que faz unir forças tão diversas na luta por um ideal comum: a defesa da liberdade?
Vamos começar pelo príncipio, ou seja, vamos começar pelo primeiro mártir: Professor Charrua. Este foi o primeiro mártir, caído na defesa da liberdade de expressão, mas com um ligeiro pecado: insultou o primeiro-ministro e os portugueses no seu local de trabalho. Era professor requisitado a uma escola, saiu da DREN para essa mesma escola.
Depois do professor Charrua, veio o problema da ausência de liberdade no Centro de Saúde de Vieira do Minho onde estava um cartaz que insultava o ministro e que não foi retirado pela responsável do Centro. Com escrevi no devido momento, era como se uma caixa de um dos hipermercados do Eng. Belmiro coloca-se um cartaz contra o grupo Sonae. Mas claro, aqui estava a segunda mártir.
Passados uns tempos, tivemos a Directora do Museu de Arte Antiga, que no exercício da sua liberdade individual tinha uma política diferente da tutela, como era óbvio foi demitida, não por exercer um direito, mas porque como funcionária deve aplicar a política do ministério. Vai daí transformou-se na terceira mártir.
Nesta semana, mais dois casos: José Rodrigues dos Santos e a visita da polícia à sede do Sindicato dos Professores na Covilhã.
Vamos por partes: o caso José Rodrigues dos Santos, não é caso nenhum, mas a haver caso ele aterrou por inteiro no PSD, que continua calado sobre este assunto.
A visita dos polícias ao Sindicato é um caso preocupante, este sim que merece um apuramento de responsabilidades e devem ser tiradas as respectivas consequências do acto.
Perante tudo isto, a oposição e alguns líderes de opinião, dizem que a liberdade está ameaçada e que o governo mostra sinais de autoritarismo. Não me parece que seja o caso. Nos três exemplos apresentados estamos perante actos de natureza administrativa, o caso do jornalista da RTP é um não caso. Sobre a visita ao sindicato, ai sim o assunto é grave, e esperamos conclusões urgentes do processo que está a decorrer.
A oposição mostra-se indignada e há já quem pense numa moção de censura ao governo (Menezes), cavalgando a onda da indignação. Entretanto, a CGTP tem uma manifestação marcada para dentro de dias, e tudo lhe dá jeito para apelar à mobilização das hostes.
Deixando de lado esta discussão, os partidos refugiam-se no curto prazo, ignorando por completo o que deveria ser a grande discussão: Crescimento económico/Finanças Públicas/Funções do Estado.
Mas será que os partidos estão interessados neste tipo de discussão, ou estão somente focados na gestão dos interesses particulares, nas guerrilhas pessoais e no ataque puro e simples?
Os partidos estão em crise, a gestão corrente dos interesses não lhes dá margem para pensar no futuro e na criação de alternativas (na oposição) e quando estão no poder limitam-se em alguns casos a uma gestão clientelar do aparelho de Estado.
A liberdade não está em perigo, mas a ausência de discussão em torno dos objectivos nacionais coloca em risco o futuro. Focemos no essencial e deixemos o acessório de lado.

quarta-feira, outubro 10

Dias Loureiro: Alguma vez foi ministro?

O Dr. Dias Loureiro alguma vez foi ministro da República? Parece que não, ou então está em processo de autocrítica.

A RTP, José Rodrigues dos Santos e a verdade

O jornal da Sonae procurou uma polémica onde tentou enrolar o governo de José Sócrates, acusando este, com base na entrevista de José Rodrigues dos Santos, que estava em causa a liberdade de imprensa na estação pública.
Quando a poeira começou a assentar, quando as pessoas leram a entrevista, logo constataram que as críticas eram dirigidas ao CA da RTP e não à instrumentalização da RTP por parte do actual governo. Se leram com mais atenção as críticas eram dirigidas ao governo do PSD.
Parece que o assunto está encerrado menos para o Pacheco Pereira e o Público.

Adivinha

«O PCP considera intolerável que o Governo use as forças de segurança para tentar impedir as manifestações de protesto contra a sua política e para desencadear acções ilegais e inaceitáveis de intimidação contra trabalhadores e sindicatos»
O PCP estava a referir-se a que país? Coreia do Norte? Birmânia? China? Cuba?
Pode ver aqui a resposta, mas por favor não se ria.

A PSP e a liberdade (II)

Os polícias estavam a passear perto da sede do SPRC e foram convidados a entrar nas instalações. Quando estavam lá dentro, começaram a fazer perguntas sobre a manifestação, às quais o funcionário do Sindicato ia respondendo.
Tudo isto parece sem sentido, continuamos à espera do relatório.
De uma coisa eu tenho a certeza: a culpa não é do governo, mas que há funcionários públicos extremamente zelosos, lá isso há.

Notícias fora de tempo

José Rodrigues dos Santos diz que foi por decisão sua que, em 2004,depois de se ter demitido do cargo de director de informação da RTP, deixou de ter qualquer decisão sobre o alinhamento das notícias que leva aos portugueses no horário nobre da televisão pública. O episódio da saída de Rodrigues dos Santos da direcção de informação, em Novembro de 2004, foi sobejamente falado— insurgiu-se contra o facto da administração do canal público ter decidido seleccionar como correspondente em Madrid a quarta classificada.
A Administração da RTP é a mesma, mas a tutela não. José Rodrigues dos Santos refere-se a uma ocorrência de 2004. Quem estava no poder? Eu digo, o PSD.
Ver o poder interferir despudoradamente na informação como eu vi é algo que desmotiva”,afirma, ressalvando o caso da administração de João Carlos Silva em que “houve um respeito escrupuloso pelas decisões editoriais do director, mesmo nas múltiplas situações em que elas suscitavam grande embaraço na relação institucional da RTP com o Governo”.
Sabem quem estava no poder? Eu digo, António Guterres.
O caso levantado pelo “Expresso” surgiu após um outro, levantado a 20 de Agosto de 2006,quando o crítico de televisão Eduardo Cintra Torres denunciou no PÚBLICO a interferência directa do gabinete do primeiro-ministro no alinhamento do Telejornal visando secundarizar a importância que os incêndios estavam a ter.
O Telejornal em causa, apontado por Cintra Torres, o de dia 12 de Agosto de 2006, fora apresentado por José Rodrigues dos Santos. A ERC, que, ouvidas as partes, acusou este jornal de “falta de rigor” e que deu como não provada a interferência denunciada, acabou por nunca ouvir José Rodrigues dos Santos sobre o assunto, como o próprio revelou ao PÚBLICO, uma vez que este estava ausente do país quando decorreram as audições sobre esta matéria.
Sem interferência diz a ERC, acrescenta o Público sem ouvir José Rodrigues dos Santos, de forma a que fique a dúvida sobre a conclusão da ERC.
Pois é, mais um caso em que se aproveita para criticar quem está, que não teve nada a ver com o assunto, mas que se esquece quem esteve, que tem tudo a ver com o caso.

terça-feira, outubro 9

O Governo Civil de Castelo Branco e a liberdade

Ainda não temos resultados do processo, mas já temos mais alguma coisa. A Sra. governadora Civil de Castelo Branco diz que foi rotina.
Mas algo não bate certo: se não sabiam se a manifestação estava autorizada, porque é que foram saber os locais onde estavam previstos os protestos?
Se não estava ainda autorizada, a manifestação não se podia realizar. Se estava autorizada então as forças policiais deveriam conhecer os locais onde a concentração se iria realizar, e então não era necessário ir ao Sindicato.
Continuamos à espera do processo, porque ainda não estou esclarecido.

A PSP e a liberdade

A visita de dois agentes da PSP à sede do Sindicato dos Professores da Região Centro na véspera da visita do primeiro-ministro à Covilhã é inqualificável.
Esteve bem o ministro da Administração Interna que ordenou que fosse instaurado um processo de averiguações para apurar os factos ocorridos na Covilhã.
Esta situação não pode ficar sem esclarecimento, sob pena de estarmos perante um grave atentado à liberdade e ao exercício do direito de manifestação.
Ficamos à espera do resultado do processo com a certeza de que vai haver resultados, ou o melhor é esquecer e não esperar por nada?

Democracia

O líder líbio, Muammar Khadafi, afirmou ontem que "Parlamento e partidos não servem para nada". Acrescento que respeito pelos Direitos Humanos também não.
Neste particular, o líder líbio, não está só. O regime cubano pensa o mesmo (vai haver eleições brevemente), o chinês (vai realizar-se o congresso do PCC dentro de dias), etc.
A existência de partidos e de um parlamento, o escrutínio do poder executivo, a separação de poderes, o respeito pela Declaração Universal dos Direitos do Homem são as bases de qualquer regime democrático.
Tudo o resto é outra coisa qualquer, mas com toda a certeza não é democracia.

A Europa conta a pena de morte

Não foi possível instituir o Dia Europeu Contra a Pena de Morte, todos os anos a 10 de Outubro, porque os gémeos polacos bloquearam uma declaração conjunta da UE.
Já não é a primeira vez, que os gémeos polacos bloqueiam as decisões da UE.
O Dia Europeu Contra a Pena de Morte tinha para toda a Europa e em especial para Portugal um alto valor simbólico, mas os polacos preferem antes abrir um debate sobre a eutanásia e o aborto, colocando estes dois temas ao nível da Pena de Morte.
É pena que tal aconteça, mas o que também é claro é que os países da UE nenhum deles têm instituída a Pena de Morte.
A luta pelo fim da Pena de Morte no Mundo é um imperativo cívico e moral de todos, enquanto houver um país no mundo com a barbárie instituída devemos lutar.

Médicos, ou a falta deles

O ministro da saúde, Correia de Campos, informou o país que falta médicos para as necessidades do país. Até aqui nenhuma novidade. A Ordem dos Médicos e as Faculdades de Medicina tudo tem feito para proteger a classe de investidas concorrenciais, desregulando assim o mercado.
Isto só tem sido possível com a total concordância do poder político. É tempo de dizer basta e arrepiar caminho.

segunda-feira, outubro 8

Animalesco?

Já viram algo de mais animalesco que esta opinião, de uma pessoa identificada como gestora? Eu não vi, mas estamos sempre a aprender.

Alternativas

Carlos César, como bem nota Medeiros Ferreira, deu um passo no sentido de se distanciar de José Sócrates. Significa que a alternativa pós-socrática já não passa só por António Costa.
É sempre bom saber que a estratégia do eucalipto não dá grandes resultados no PS, ao contrário do que sucedeu com o PSD durante a liderança do actual Presidente da República, com as consequências que ainda hoje são notórias.

sábado, outubro 6

PSD: E agora?

O "gangue do multibanco" está a tentar apanhar os cacos do PSD, que pelos vistos são muitos.
Comecemos pela liderança parlamentar. Pedro Santana Lopes está em bicos dos pés para ser líder parlamentar. Menezes faz uma análise custo-beneficio e está a concluir que a ideia não é boa. O Prof. Zandinga já o avisou, e desta vez tem razão. Menezes teria que partilhar o palco com Santana.
Depois da liderança parlamentar temos a questão da liderança do partido. Que vice-presidentes vai ter, que secretário-geral vai escolher? Também aqui, a coisa está complicada. Talvez Helena Lopes da Costa para a secretaria-geral, o que era em si mesmo colocar o "gangue do multibanco" dentro do próprio multibanco. E para vices? Pessoal com peso político há poucos, mas pode sempre ir até às bases e encontrar alguém.
Por fim, resta a questão do posicionamento político do novo PSD, mas aí não há problema: navegar à vista deve ser a palavra de ordem.

A RTP e a República

Ontem, dia 5 de Outubro, fiquei indignado com o nosso serviço público de televisão. Ainda bem que não fui o único.
A correspondente do serviço público em Madrid deveria ser enviada para bem longe, talvez para um país em que a monarquia seja um pouco mais cara que a República em Portugal.
Estamos perante um perfeito disparate no dia em que o país comemora uma das suas datas mais importantes.
Espera-se de Rosa Veloso, assim se chama a correspondente da RTP em Madrid, novas contas sobre Portugal e Espanha. Talvez no dia 25 de Abril, ela possa fazer as contas da passagem da ditadura para a democracia nos dois países Ibéricos, ou ainda sobre o número de mortes causadas pelo nacionalismo em Espanha comparado com Portugal.
Tudo é possível, desde que a Sra. Rosa Veloso, pegue no microfone e tenha uma câmara à sua frente.

sexta-feira, outubro 5

Casa Pia

A Dra. Catalina Pestana voltou à ribalta. A pedofilia continua na Casa Pia, ela já não. Saiu em Maio passado. Só não sei se a pedofilia voltou depois de ela ter saído, ou se lá permaneceu apesar de ela lá ter estado.
Depois de um julgamento que se arrasta sem nós termos a certeza que vai chegar ao fim, isto porque nunca mais vemos o fim à coisa, temos a Dra. Catalina Pestana com mais um conjunto de acusações que enviou para a PGR.
Depois da entrevista ao Sol da Dra. Catalina já pareceu o Dr. Pedro Namora (será que ainda está na CM de Setúbal?) a informar o país que a pedofilia voltou à Casa Pia.
Se há tema que me mete nojo é a pedofilia, mas o que me mete mesmo nojo é que as investigações ou não chegam a lado nenhum, ou quando chegam nunca mais vemos o fim à coisa.

Lisboa: Cumprir Promessas

António Costa, no seu discurso do 5 de Outubro na CML, anunciou um programa especial de modernização das escolas de Lisboa.
Das 150 escolas do ensino pré-escolar e básico existentes no concelho de Lisboa, somente 4% podem ser consideradas escolas de qualidade.
Dos 90 estabelecimentos do ensino básico, 44 estão em péssimo estado de conservação.
A CML vai lançar um programa especial de modernização das escolas de Lisboa, apesar das condições financeiras serem conhecidas de todos.
No dia da comemoração da implantação da República o lançamento de um programa que requalificação das escolas de Lisboa é um bom sinal.
Esperemos que seja possível de concretizar este programa no mais curto espaço de tempo. A cidade, os seus alunos, bem assim como os professores merecem escolas melhores.

Ainda temos esperança

Ainda podemos acreditar na justiça chilena, ainda podemos ter esperança que sejam julgados aqueles que durante anos sugaram o povo chileno ao mesmo tempo que torturavam, matavam e prendiam todos aqueles que esboçavam um sinal de revolta.
Agora que o ditador morreu, é tempo de julgar aqueles que ainda vivos participaram nas atrocidades e na corrupção que se instalou na sociedade chilena depois de 11 de Setembro de 73.